Justiça inocenta João Vaccari Neto do caso Bacoop

Juíza juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o empresário Léo Pinheiro, sócio da OAS, e outras dez pessoas de supostos crimes praticados no caso da empreiteira na Bancoop; magistrada destacou que a denúncia, assinada pelos promotores José Carlos Blat, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, não conseguiu descrever quais foram os supostos crimes praticados por cada um dos acusados; segundo a magistrada, "não há a minúcia necessária, tão somente alegações vagas, o que não pode ser aceito para prosseguimento de um feito criminal"

Brasília- DF- Brasil- 09/04/2015-  O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presta depoimento na CPI da Petrobrás, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 09/04/2015- O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, presta depoimento na CPI da Petrobrás, na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)
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SP 247 - A juíza juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o empresário Léo Pinheiro, sócio da OAS, e outras dez pessoas de supostos crimes praticados no caso da empreiteira na Bancoop, cooperativa habitacional criada em 1996 em São Paulo pelo Sindicato dos Bancários. A OAS assumiu as obras depois que a cooperativa faliu, em 2009.

Em sua decisão, a magistrada destacou que a denúncia, assinada pelos promotores José Carlos Blat, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, não conseguiu descrever quais foram os supostos crimes praticados por cada um dos acusados.

"É forçoso reconhecer, a despeito do recebimento parcial da denúncia, que a exordial acusatória não individualiza de forma satisfatória as condutas dos acusados, apenas afirma, de forma superficial, aquilo que entende como fato gerador dos crimes", escreveu a juíza na decisão. Segundo ela, "não há a minúcia necessária, tão somente alegações vagas, o que não pode ser aceito para prosseguimento de um feito criminal".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um dos acusados na denúncia, mas a juíza enviou essa parte da acusação ao juiz Sergio Moro, que cuida da Lava Jato na Justiça federal de primeira instância.

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