Juventude do PSDB paulista critica aproximação de deputados com MBL

A Juventude do PSDB paulista criticou em nota a aproximação de alguns deputados do PSDB com o Movimento Brasil Livre; para a Juventude Tucana, a agenda do MBL "se esgotou"; os jovens tucanos também criticam a intimidação feita pelo MBL aos adversários políticos

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mbl (Foto: Charles Nisz)

247 - A aproximação entre deputados do PSDB paulista com o MBL (Movimento Brasil Livre) gerou críticas da Juventude do PSDB. Para o grupo, não há mais "utilidade" no movimento de direita que ganhou notoriedade nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo.

Para os integrantes da juventude tucana, a agenda do MBL está "esgotada". "(...) não se observa mais utilidade a essa organização que, aliás, nunca deixou clara sua origem, seu funcionamento e, principalmente, seu método de financiamento", segundo nota divulgada pelos tucanos.

Nesta terça (22), a Folha também publicou que deputados da ala jovem do partido e integrantes do MBL planejam união para as eleições de 2018, em que o movimento pretende lançar ao menos 15 candidatos para deputado federal, incluindo o coordenador do MBL, Kim Kataguiri.

"A maioria desses deputados nunca fez parte da juventude do partido", afirmou o secretário-geral da juventude tucana paulista, Marcos Saraiva. A entidade critica também o humor tosco e a intimidação dos adversários políticos praticada pelo MBL. A JPSDB-SP afirma ainda que o partido "deve se dedicar à construção de base e a observância de seu programa fundador" e que não há "elo que sirva para justificar tal coalizão tão sem propósito".

Leia a íntegra da nota:

"A Juventude do PSDB de São Paulo esclarece que os parlamentares a que a matéria da Folha faz referência já não compõem mais, ou jamais compuseram, o Secretariado de Juventude do PSDB e, ainda que tragam novo vigor à bancada tucana no Congresso Nacional, respondem cada um por seu mandato e não pelo Secretariado de juventude do partido.

Em nossa leitura, o MBL como movimento político teve importante papel no processo de impeachment da ex-Presidenta Dilma Rousseff, mas, hoje, tem sua agenda esgotada e não se observa mais utilidade a essa organização que, aliás, nunca deixou clara sua origem, seu funcionamento e, principalmente, seu método de financiamento. Não à toa, o movimento adota como prática a intimidação e a ridicularização dos seus adversários políticos, quando não da própria imprensa que ousa questionar suas falácias e hipocrisias.

Tudo o que se conhece do MBL é a pregação de um liberalismo difuso e contraditório -verbalizado pelo humor tosco de quem gosta de ostentar um intencional desconhecimento sobre os desafios do Brasil e da sua juventude- além de um completo desprezo ao papel da política como motor da mudança social.

Em virtude destas considerações, acreditamos ser perniciosa a aproximação institucional e política do PSDB com o MBL. A Juventude do PSDB do Estado de São Paulo aproveita, ainda, para convidar o Movimento Brasil Livre ao debate honesto e transparente sobre o seu modo de financiamento, desafiando-o publicamente a disponibilizar prestação de contas periódica do movimento.

Os jovens quadros do movimento ainda terão muito tempo para encontrar seu espaço na política nacional e isso haverá de acontecer. Até lá, porém, (e até definirem suas reais motivações políticas), o PSDB deve se dedicar à construção de base e a observância de seu programa fundador, pois não há, ainda, elo que sirva para justificar tal coalizão tão sem propósito.

O PSDB é um partido com 29 anos de história, que pode se orgulhar de uma extensa lista de vitórias, ao lado do povo brasileiro e por ele liderado, em favor da democracia, da liberdade e do desenvolvimento do país. Não será agora, portanto, que este partido se renderá à retórica neopopulista de direita que, apartada de qualquer base social, vive de transformar em marketagem o debate político."

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