Kátia Abreu: dignidade não se recupera

"Quer dizer que quando servia aos interesses deles, era bom eu ser ministra. Quando mudaram de lado, eu tinha que abandonar a presidente? Popularidade vai e volta, mas dignidade não se recupera", diz a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ao criticar os ruralistas que a consideram traidora por ter se mantido fiel à presidente Dilma Rousseff; alvo de um processo de expulsão do partido, ela também afirmou que o PMDB não tem ética nem moral para julgá-la

A ministra da Agricultura, Katia Abreu, fala à imprensa após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)
A ministra da Agricultura, Katia Abreu, fala à imprensa após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)

Tocantins 247 – Em entrevista à jornalista Mariana Sanches, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) justificou sua lealdade à presidente Dilma Rousseff e criticou os ruralistas que a consideram traidora.

"Quer dizer que quando servia aos interesses deles, era bom eu ser ministra. Quando mudaram de lado, eu tinha que abandonar a presidente? Popularidade vai e volta, mas dignidade não se recupera", diz ela.

Kátia também afirma não temer um eventual processo de expulsão do PMDB.

"Que ética tem esse partido para julgar a minha?", questiona. Ela afirma que não fará “nenhuma força nem para ficar, nem para sair”.

O pedido de expulsão foi feito pelo ministro Geddel Vieira Lima.

"Minha motivação é que ela não tem compromisso com o partido e a posição dela em defesa da Dilma só solidificou essa percepção."

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