Kátia: ‘jamais contribuí com escalada criminosa de qualquer empresa’

 A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) anunciou que formalizou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pedindo que ela e o seu marido sejam ouvidos pela Justiça o rápido possível. A parlamentar negou ter recebido dinheiro da Odebrecht na eleição de 2014; “Doação que nunca existiu e que nunca recebi. Jamais contribuí com a ascensão ou com a escalada criminosa desta empresa ou de qualquer outra”, disse

 A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) anunciou que formalizou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pedindo que ela e o seu marido sejam ouvidos pela Justiça o rápido possível. A parlamentar negou ter recebido dinheiro da Odebrecht na eleição de 2014; “Doação que nunca existiu e que nunca recebi. Jamais contribuí com a ascensão ou com a escalada criminosa desta empresa ou de qualquer outra”, disse
 A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) anunciou que formalizou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pedindo que ela e o seu marido sejam ouvidos pela Justiça o rápido possível. A parlamentar negou ter recebido dinheiro da Odebrecht na eleição de 2014; “Doação que nunca existiu e que nunca recebi. Jamais contribuí com a ascensão ou com a escalada criminosa desta empresa ou de qualquer outra”, disse (Foto: Leonardo Lucena)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Tocantins 247 - A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) anunciou nesta quarta-feira (19), na tribuna do Senado, que formalizou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, um pedido para que ela e o seu marido sejam ouvidos pela Justiça o mais rápido possível. A parlamentar negou ter recebido dinheiro da Odebrecht na eleição de 2014.

Em delação premiada, quatro delatores afirmaram que a empreiteira fez repasses de R$ 500 mil para a campanha ao Senado da peemedebista, por meio de caixa dois. Segundo os executivos, a peemedebista era registrada no ‘Departamento de Propinas’ da construtora com o codinome ‘Machado’, e as negociações foram intermediadas pelo marido da ex-ministra da Agricultura, Moisés Pinto Gomes – que foi assessor de Kátia no Ministério. O delatores são Cláudio Melo Filho, José de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira,

“Doação que nunca existiu e que nunca recebi. Jamais contribuí com a ascensão ou com a escalada criminosa desta empresa ou de qualquer outra”, disse. “Depois de algumas tratativas e encontros, os representantes da Odebrecht, não doaram absolutamente nada à Senadora Kátia Abreu; apresentaram uma lista de possíveis doadores, também de construtoras, que eu deveria procurar para pedir ajuda a essas empresas. Nada nem ninguém, apenas Deus pode barrar os nossos planos até 2018”, disse Kátia.

De acordo com a senador, ela, seu esposo e assessoria apresentaram para várias empresas, especialmente do agronegócio brasileiro, na condição de potenciais doadores, os projetos de campanha. “Uma prestação de contas de tudo o que fiz nos últimos oito anos em prol do Brasil, da economia, do crescimento, do emprego e da geração de renda”.

Com a Odebrecht não foi diferente. “Ligamos, conversamos, apresentamos projetos e objetivos públicos da campanha e do mandato, como disseram os delatores, a troco de absolutamente nada. Depois de algumas tratativas e encontros, os representantes da Odebrecht, não doaram absolutamente nada à Senadora Kátia Abreu; apresentaram uma lista de possíveis doadores, também de construtoras, que eu deveria procurar para pedir ajuda a essas empresas”, disse.

Delatores

O delator Cláudio Melo que disse no termo de delação n° 33, do vídeo 33. “Não tenho relacionamento com a Srª Kátia Abreu.” “Não tenho contato.” “Não a conheço.” “Não conheço a Senadora.” “Na época não conhecia mesmo”, afirmou.

Segundo Kátia, são seis respostas a seis perguntas dos procuradores que estavam inquirindo Cláudio Melo

O delator José Carvalho afirmou, no termo nº 8, vídeo 8. “Só vi a Senadora uma única vez, num restaurante em São Paulo. Passando pela minha mesa, o seu esposo a apresentou a mim, porque eu fui fazer uma palestra e participar de uma discussão sobre eclusas lá na CNA, em certa ocasião, mas ela não estava presente. Conheci a Senadora rapidamente neste restaurante. Jamais defendeu interesses da empresa".

O diretor Fernando Reis disse afirmou que senadora Kátia Abreu e o ex-governador Siqueira Campos os ajudaram porque “era um absurdo perder aqueles investimentos todos por interesses pessoais”, fazendo referência aos problemas com a prefeitura de Palmas. “O prefeito criou uma comissão para, em 90 dias, avaliar a caducidade da concessão da Odebrecht no Tocantins, que é a concessão de água, com mais 90 para decidir”, diz o diretor Fernando Reis na delação.

A parlamentar disse que vai continuar com destemor, altivez e coragem. “E é assim que continuei trabalhando pelo Brasil e pelo Tocantins. Nada nem ninguém, apenas Deus pode barrar os nossos planos até 2018. Aviso aos adversários, que estão hoje tão contentes, porque sonham com o meu fim, com a minha desistência ou com o meu abalo, digo que é só o começo, pois essa truculência que fizeram comigo e com alguns outros colegas que estão aqui, que estão fazendo hoje, vai me tornar mais forte, mais obstinada”, complementou.

 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247