Laboratórios doam remédios vencidos, ganham isenção e Doria joga fora

Mais um escândalo atinge a administração de João Doria, prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB; laboratórios farmacêuticos doaram à Prefeitura remédios praticamente vencidos, ganharam isenção fiscal e se livraram dos custos de descarte, mas os produtos, impróprios para uso humano, tiveram que ser jogados fora pela prefeitura; denúncia foi publicada nesta manhã pela CBN; Doria, que se vendia como "gestor" moderno, anunciou ontem que não disputará mais a presidência e disse que pode ser candidato a governador, mas escândalos recorrentes podem abalar suas pretensões políticas

Mais um escândalo atinge a administração de João Doria, prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB; laboratórios farmacêuticos doaram à Prefeitura remédios praticamente vencidos, ganharam isenção fiscal e se livraram dos custos de descarte, mas os produtos, impróprios para uso humano, tiveram que ser jogados fora pela prefeitura; denúncia foi publicada nesta manhã pela CBN; Doria, que se vendia como "gestor" moderno, anunciou ontem que não disputará mais a presidência e disse que pode ser candidato a governador, mas escândalos recorrentes podem abalar suas pretensões políticas
Mais um escândalo atinge a administração de João Doria, prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB; laboratórios farmacêuticos doaram à Prefeitura remédios praticamente vencidos, ganharam isenção fiscal e se livraram dos custos de descarte, mas os produtos, impróprios para uso humano, tiveram que ser jogados fora pela prefeitura; denúncia foi publicada nesta manhã pela CBN; Doria, que se vendia como "gestor" moderno, anunciou ontem que não disputará mais a presidência e disse que pode ser candidato a governador, mas escândalos recorrentes podem abalar suas pretensões políticas (Foto: Gisele Federicce)
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SP 247 – Beneficiados com isenções fiscais e com o custo que não tiveram para o descarte, laboratórios doaram à Prefeitura de São Paulo, comandada por João Doria (PSDB), 165 tipos de medicamentos que estavam perto da data de vencer e não podiam mais ser comercializados.

A rádio CBN obteve com exclusividade a lista de medicamentos que precisaram ser descartados nos meses de junho, julho e agosto, entre eles antidepressivos, antipsicóticos, diuréticos e antibióticos.

Foram descartados nada menos que 35% do total de medicamentos doados, o que representa quase três toneladas, quase cinco vezes mais do que o descartado ao longo de todo o ano passado.

João Doria colocou a culpa na gestão anterior, de Fernando Haddad (PT). Segundo ele, o crescimento no descarte se deve à escassez de medicamentos do governo petista, informação que é desmentida pelo site Aqui Tem Remédio, da própria prefeitura.

O prefeito admitiu que, se os remédios tivessem sido comprados, em vez de doados, os critérios teriam sido mais "precisos". "Não é bom [o descarte], mesmo que tenha sido produto doado para a Prefeitura".

A doação em medicamentos prometida por Doria em fevereiro foi de R$ 120 milhões, mas apenas 10% chegaram às unidades de saúde, ou seja, para os paulistanos. A estimativa é que a Prefeitura tenha gasto R$ 60 mil com o descarte dos medicamentos, custo que deveria ser das empresas.

Em nota enviada ao 247, a Prefeitura negou a quantidade de descarte. Leia abaixo:

Com relação à reportagem "Laboratórios doam remédios vencidos, ganham isenção e Dória joga fora", a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo reitera que o índice de medicamentos doados descartados neste ano chegou a 0,2% do total recebido. Apenas um dos medicamentos recebidos em doação atingiu o índice de 35% e, ainda assim, não puxou a média geral, levando-se em consideração de que há medicamentos com índices inferiores a 0,1%.

Este portal preferiu reproduzir a reportagem equivocada da rádio CBN em vez de procurar a Pasta, como fez outros veículos de imprensa, que, ao serem esclarecidos sobre os reais números, desistiram da pauta errônea.

Cabe esclarecer, portanto, que a Prefeitura recebeu em doações mais de 81 milhões de doses/comprimidos. Deste montante, foram descartados 156.908. É importante, portanto, que este portal alerte seu leitor da informação inverídica publicada anteriormente.

A isenção de impostos para as empresas que doaram remédios à Prefeitura não foi um benefício aos doadores. A isenção de impostos, prevista em decreto estadual, impediu que as empresas fossem oneradas na doação. Assim, evitou um prejuízo aos doadores, tornando viável a doação.

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