Lava Jato contra tucanos pode prescrever em São Paulo

Inquéritos da Lava Jato que apuram supostos crimes em obras do Metrô, da Dersa e da Prefeitura de São Paulo, e que envolvem membros de gestões do PSDB paulista, correm o risco de prescrever porque o Ministério Público de São Paulo deseja refazer os acordos firmados pela força-tarefa de Curitiba com a empreiteira Odebrecht; "Um deles é o que tem o ex-prefeito Gilberto Kassab na mira" pleo suposto crime de caixa 2; no total, o MP em São Paulo negocia 30 acordos

Agente da Polícia Federal visto durante operação no Rio de Janeiro. 30/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Agente da Polícia Federal visto durante operação no Rio de Janeiro. 30/01/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)

São Paulo 247 - Os inquéritos da Lava Jato que apuram supostos crimes em obras do Metrô, da Dersa e da Prefeitura de São Paulo, e que envolvem membros de gestões do PSDB paulista, correm o risco de prescrever porque o Ministério Público de São Paulo deseja refazer os acordos firmados pela força-tarefa de Curitiba com a empreiteira Odebrecht.

O portal GGN destaca matéria da folha de São Paulo que o Ministério Público paulista considera ilegal os acordos firmados em Curitiba e argumenta que os procuradores responsáveis pelo acordo teriam tangenciado a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU, previstas em lei, nos acordos.

"Sem aceitar os acordos já feitos, os investigadores de São Paulo não podem compartilhar o uso de provas obtidas pela turma de Curitiba e a consequência é ter de refazer todos os depoimentos da Odebrecht. Isso, segundo o jornal, deve atrasar as investigações e até coloca alguns casos em risco de prescrição", ressalta o GGN.

"Um deles é o que tem o ex-prefeito Gilberto Kassab na mira. "Devido ao risco de prescrição", o MP correu para fechar esse primeiro acordo com a Odebrecht, para colher depoimentos e provas de que Kassab foi beneficiado pelo pagamento de R$ 21,2 milhões da Odebrecht, via caixa 2, entre 2008 e 2014", destaca o texto.

No total, o MP em São Paulo negocia 30 acordos.

 

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