Lelê Teles: eleição será Edvaldo versus João

Colunista do 247, Lelê Teles comenta a decisão do governador Jackson Barreto e de seu PMDB de apoiarem a chapa Edvaldo-Eliane para a prefeitura de Aracaju; segundo ele, "Edvaldo é a antítese de João, o mentiroso. Por isso, cansado de promessas e de mentiras, o povo o quer de volta", diz; sobre Zezinho Sobral, o colunista avalia que o ex-pré-candidato do PMDB cresceu politicamente; em relação a Valadares Filho, o define como "uma toupeira, cava com as próprias unhas o buraco no qual se afunda cada vez mais"

Colunista do 247, Lelê Teles comenta a decisão do governador Jackson Barreto e de seu PMDB de apoiarem a chapa Edvaldo-Eliane para a prefeitura de Aracaju; segundo ele, "Edvaldo é a antítese de João, o mentiroso. Por isso, cansado de promessas e de mentiras, o povo o quer de volta", diz; sobre Zezinho Sobral, o colunista avalia que o ex-pré-candidato do PMDB cresceu politicamente; em relação a Valadares Filho, o define como "uma toupeira, cava com as próprias unhas o buraco no qual se afunda cada vez mais"
Colunista do 247, Lelê Teles comenta a decisão do governador Jackson Barreto e de seu PMDB de apoiarem a chapa Edvaldo-Eliane para a prefeitura de Aracaju; segundo ele, "Edvaldo é a antítese de João, o mentiroso. Por isso, cansado de promessas e de mentiras, o povo o quer de volta", diz; sobre Zezinho Sobral, o colunista avalia que o ex-pré-candidato do PMDB cresceu politicamente; em relação a Valadares Filho, o define como "uma toupeira, cava com as próprias unhas o buraco no qual se afunda cada vez mais" (Foto: Valter Lima)

Lelê Teles, para o 247 -

ZEZINHO SOBROU

Foi um belo voo de galinha, sem dúvida, essa pré-candidatura de Sobral, agora vamos ao pirão.

Ainda nos festejos de São João olhei atentamente para uma fogueira e vi, em meio às brasas rubras, a batata de Zezinho Sobral assando.

Era um sinal.

“Antes que se acenda a primeira fogueira a São Pedro será anunciado o par que fará o casamento na roça”, vaticinou uma velha, cega de um olho, olhando para o fundo de uma bacia cheia d’água.

Disse isso e saiu caminhando sobre as brasas, ciscando um xaxado sem chinelos.

Dito e feito.

Véspera do dia do santo que faz chover, Pedro, aquele sacana que mentiu três vezes dizendo que não conhecia Jesus.

São Jackson, solene, ergueu o pulso e consultou o rolex falso que ele comprou numa feira em Itabaiana, o ching ling marcava meio dia em ponto.

Quase afônico, o governador anunciou na sede do seu partido, que o PMDB, compreendendo a conjuntura política atual, retirava a pré-candidatura de Zezinho Sobral, o espantalho, e declarava apoio a Edvaldo Nogueira.

Clima de festa no arraial progressista.

Edvaldo Nogueira batia numa zabumba, "olha pro céu, meu amor, vê como ele tá lindo..."

Eliane Aquino, com a graça que lhe é peculiar, corria feliz com o filho pela casa, soltando estalinhos.

Comunistas esgrimiam espadas de fogo, cortando o ar.

A juventude petista, no arraial do Facebook, soltava traques e busca-pés e botavam bombinhas em rabos de cachorros; a Mafalda sergipana pilotava um barco de fogo, Márcio Macedo e Silvio Santos soltavam foguetes e brindavam com um licor de dicuri.

Apenas Rogério não soltou rojão.

O petista passou a festa inteira tentando subir no pau-de-sebo para pegar o bilhete premiado lá no alto; mas desgraçadamente sempre escorregava.

Ao desistir da peleja, Carvalho foi logo se achegando aos quitutes da mesa farta, comendo com voracidade tudo o que podia: amendoim cozido, pamonha, cuscuz com carne de bode, macaxeira, sarapatel de coruja, o diabo.

Tratava de guardar alguma reserva no bucho, pois imaginava que voltaria a ser tratado a pão e água pelo futuro alcaide.

São Jackson, ao ver Rogério se empanturrar, sacou do que se tratava e cobrou, publicamente, que Edvaldo se comprometesse a agasalhar os aliados.

Ninguém vai ficar ao relento, ordenou o governador, como se derramasse uma bacia de água fria na fogueira das vaidades.

Edvaldo baixou a guarda, agradeceu o gesto magnânimo de Zezinho e se comprometeu a governar com os aliados.

Anavantou, anarriê.

É certo que Zezinho saiu maior do que entrou.

Por isso, deixo a ele essa máxima criada agora: é melhor sobrar que soçobrar.

Não se pode dizer que Zezinho perdeu, que soçobrou, porque a disputa nem começou, mas pode-se afirmar que ele ganhou, porque se tornou um nome viável ao demonstrar traquejo político.

Jogou limpo, lutou o bom combate, soube a hora de entrar e a hora de sair, teve timing.

Fez como um sapo: deu seus pulos.

Até aqui ninguém sabia quem ele era, em 2018 todos nós nos lembraremos dele e jamais esqueceremos da sua honrada conduta.

E mais, com esse gesto, Zezinho fechou uma ferida que estava aberta desde 2012.

Naquele ano, o lançamento de pré-candidaturas progressistas foi um horroroso jogo de várzea, com nego chutando a canela do outro, jogando areia nos olhos dos oponentes, muito bafafá, muito bate boca, uso da força da grana para sufocar os adversários...

Uma tremenda fuleiragem.

Dessa vez foi um parto sem dor, natural, como deve ser.

Zezinho compreendeu que a disputa esse ano será, invariavelmente, polarizada entre quem fez e quem deixou de fazer.

É Edvaldo versus João.

Valadares Filho, como uma toupeira, cava com as próprias unhas o buraco no qual se afunda cada vez mais.

Em 2012, todas as forças progressistas se juntaram a ele, deram-lhe um cavalo selado e ele, mesmo com sua estatura de jóquei, deixou-se ultrapassar pela burrinha de João.

Agora, cospe no prato em que comeu e se alia a seus antigos adversários.

Não terá apoio nem de uns nem de outros. Nadará, nadará e morrerá na beira do mangue, ali perto da antiga Praia Formosa, nas ruínas de João.

Cadê os analfabetos políticos da 13 de julho que espalharam outdoors pela cidade obrigando Valadares a votar contra Dilma?

Quêde os outdoors apoiando sua candidatura agora? É com o voto desses playboys que não entram em fila pra votar que Vavazinho quer se eleger?

Com mil diabos!

João, o mentiroso, encheu a prefeitura de ratos e agiu como um porco jogando a cidade no lixo. Outro dia os profissionais da saúde estavam a vaiá-lo, a onda de vaias vai se agigantar.

Se eu fosse ele fazia logo uma licitação para uma empresa construir a enorme de lata de lixo com a qual ele passará para a história: João, o grande mentiroso, o tatu cavador de buracos, o porco que jogou a cidade no lixo.

Edvaldo é a antítese de João.

Por isso, cansado de promessas e de mentiras, o povo o quer de volta.

#VoltaEdvaldo.

Palavras sapienciais.

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