Lembo diz que 'derrotados querem derrubar alguém eleito pelo povo'

O advogado e ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (PSD-SP) disse que a defesa ensandecida do PSDB, partido do qual já foi aliado, e das demais legendas de oposição em torno do impeachment é parte de um "grupo de derrotados que quer derrubar alguém que foi eleito pelo povo. Acho isso muito equivocado, muito errado"; segundo ele, que era filiado ao DEM (antigo PFL), "esse juízo político, que é o impeachment, está sendo usado pelos conservadores, pelos reacionários, pelos contrários aos governos eleitos - seja o país que for -, para derrubar presidentes"

O advogado e ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (PSD-SP) disse que a defesa ensandecida do PSDB, partido do qual já foi aliado, e das demais legendas de oposição em torno do impeachment é parte de um "grupo de derrotados que quer derrubar alguém que foi eleito pelo povo. Acho isso muito equivocado, muito errado"; segundo ele, que era filiado ao DEM (antigo PFL), "esse juízo político, que é o impeachment, está sendo usado pelos conservadores, pelos reacionários, pelos contrários aos governos eleitos - seja o país que for -, para derrubar presidentes"
O advogado e ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (PSD-SP) disse que a defesa ensandecida do PSDB, partido do qual já foi aliado, e das demais legendas de oposição em torno do impeachment é parte de um "grupo de derrotados que quer derrubar alguém que foi eleito pelo povo. Acho isso muito equivocado, muito errado"; segundo ele, que era filiado ao DEM (antigo PFL), "esse juízo político, que é o impeachment, está sendo usado pelos conservadores, pelos reacionários, pelos contrários aos governos eleitos - seja o país que for -, para derrubar presidentes" (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O advogado e ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (PSD-SP) desceu o malho contra o PSDB, partido do qual já foi aliado. Segundo ele, que já se posicionou de forma contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff afirmou que "há pessoas com tradição democrática que estão se conspurcando, conspurcando inclusive o próprio passado, por um interesse egoísta". "Eu vejo no Brasil um grupo de derrotados que quer derrubar alguém que foi eleito pelo povo, acho isso muito equivocado, muito errado", disse Lembo

Segundo ele, o impeachment teria entrado para a cultura política da América Latina desde o afastamento do ex-presidente Fernando Collor, no Brasil na década de 1990. Lembo destacou, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que os antigos golpes de estado foram substituídos gradativamente pelo impeachments e sua aparência de legalidade constitucional.

Lembo disse a sua avaliação para se posicionar de forma contrária a impeachment tem "ponto sociológico". "Por acaso, na Argentina, encontrei um livro excepcional, de um menino argentino. O livro dele é sobre como na América Latina atual substituíram-se os golpes militares por impeachment. Esse juízo político, que é o impeachment, está sendo usado pelos conservadores, pelos reacionários, pelos contrários aos governos eleitos - seja o país que for -, para derrubar presidentes. Isso me sensibilizou muito, e é verdade. Eu vejo no Brasil um grupo de derrotados que quer derrubar alguém que foi eleito pelo povo, acho isso muito equivocado, muito errado", disse.

Segundo ele, o seu parecer jurídico contrário ao pedido de impeachment, bem como o seu posicionamento publico, aconteceram de forma natural."Foi espontâneo, absolutamente espontâneo. Porque [os que são a favor do impeachment] são grupos que não se conformam com o resultado das urnas. Não é possível fazer democracia assim —se dissessem: "Vamos esperar 2018 e eleger outra linha de pensamento", tudo bem. Mas derrubar um presidente eleito é um absurdo", finalizou.

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