Lereia diz não ter nada a esconder dos brasileiros

Em nota distribuída à imprensa no início da tarde desta terça-feira (16), deputado federal tucano investigado pelo Conselho de Ética por envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira diz que já pediu para ser ouvido: “Terei a oportunidade de esclarecer definitivamente todos os fatos aos meus colegas deputados, à sociedade e, principalmente, aos meus amigos e eleitores”

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Goiás247_ Investigado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por suposto envolvimento com os esquemas do contraventor Carlinhos Cachoeira, o deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) emitiu nota à imprensa afirmando que tomou a iniciativa para ser o primeiro a ser ouvido pelo colegiado. Lereia é citado nas gravações da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do bicheiro, a instalação da CPMI do Cachoeira no Congresso e na cassação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Lereia afirma no documento que está à disposição dos membros do conselho “para responder a todos os questionamentos: “Não tenho nada a esconder ao povo brasileiro”. O deputado diz ainda que, desde o ano passado autorizou a CPMI a abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

Na época em que as investigações da Polícia Federal foram publicadas, o parlamentar assumiu que era amigo próximo de Cachoeira. Ele também possui um avião em sociedade com o irmão do bicheiro e é acusado de ter alertado Cachoeira sobre investigações policiais em curso. Grampos das Operações Vegas e Monte Carlo mostram o deputado cobrando do ex-vereador em Goiânia Wladimir Garcez, ligado a Cachoeira, depósito de dinheiro em uma conta corrente.

O parlamentar começou a ser investigado em uma comissão de sindicância da Casa durante o desenrolar da CPMI. Em dezembro, a Mesa Diretora decidiu encaminhar o processo para o Conselho de Ética.

Na época, o relator do caso que apresentou parecer pela cassação do tucano, Jerônimo Goergen (PP-RS), afirmou que as relações de Lereia com Cachoeira “estão muito acima de uma relação de amizade ou política, e sim, uma relação comercial com ganhos dentro dos interesses que não são compatíveis com o mandato parlamentar”.

Dos quatro deputados envolvidos nas investigações sobre o esquema de Cachoeira, o caso de Lereia é o único que teve prosseguimento na Câmara. No ano passado, a Mesa da Câmara arquivou três processos contra os deputados Sandes Júnior (PP-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ).

Abaixo, a nota de Lereia

NOTA À IMPRENSA

Quero tornar público que a iniciativa para ser o primeiro a ser ouvido no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, foi proveniente da minha pessoa, assim que o colegiado elegeu o seu novo presidente para o biênio 2013-2014.

É de meu interesse ser escutado o quanto antes por esse Conselho, assim como fiz na CPMI do Cachoeira, quando na ocasião apresentei um requerimento nesse teor. Estou a disposição dos membros do Conselho de Ética para responder a todos os questionamentos de forma clara e objetiva. Não tenho nada a esconder ao povo brasileiro. Em tempo, lembro ainda que, desde o ano passado autorizei a CPMI em abrir o meu sigilo bancário, fiscal e telefônico, nos quais foram minuciosamente analisados pelos seus membros.

Acredito que assim que for convocado para ser ouvido, terei o espaço necessário e a oportunidade para elucidar cada item relacionado ao meu nome, e assim, esclarecer definitivamente todos os fatos aos meus colegas deputados, a sociedade, e principalmente, aos meus amigos e eleitores.

Deputado Federal
Carlos Alberto Leréia
PSDB-GO

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