Líder do PT: aprovação definitiva da PEC ainda não é “fava contada”

Senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o fato de a PEC 241 ter sido aprovada em primeiro turno pela Câmara "não significa que o assunto seja favas contadas"; "Vamos continuar mostrando à população que esta PEC joga a zero o investimentos no Brasil", afirmou; "Além de ter que passar por um segundo turno na Câmara, a medida ainda terá que ser aprovada pelo Senado. Daqui a dois anos, dois terços do Senado será renovado e isso tem provocado preocupação pela forma como a população irá repercutir esta medida nas urnas", avaliou

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.

Em discurso, senador Humberto Costa (PT-PE).

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Humberto Costa (PT-PE). Foto: Moreira Mariz/Agência Senado (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O líder do PT no Senado, Humberto Costa, disse que o fato da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 [conhecida como PEC dos Gastos], que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, ter sido aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados "não significa que o assunto seja favas contadas". "Vamos continuar mostrando à população esta PEC joga a zero o investimentos no Brasil", afirmou.

Segundo Humberto, a reação popular a aprovação da medida no primeiro turno poderá demover muitos parlamentares da ideia de continuar votando favor da aprovação da PEC. "Tem muita gente preocupada. Além de ter que passar por um segundo turno na Câmara, a medida ainda terá que ser aprovada pelo Senado. Daqui a dois anos, dois terços do Senado será renovado e isso tem provocado preocupação pela forma como a população irá repercutir esta medida nas urnas", avaliou.

Para o parlamentar, apesar do governo Temer dizer que a PEC dos gastos deverá ampliar o investimento privado no Brasil, a realidade aponta em outra direção. "O investimento privado não acontece da noite para o dia. A presidente Dilma (Dilma Rousseff, afastada por meio do impeachment) deu R$ 500 bilhões em desonerações e o investimento privado não veio. Tudo isso vai ser lavado em consideração", disse.

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