Líder elogia mobilização da sociedade contra o golpe: 'Não passará'

“A minha manifestação é de alegria em saber que, do dia 18 para cá, quando o povo se manifestou nas ruas contra o golpe, o País se unificou em torno da democracia e da legalidade democrática”, disse o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o parlamentar criticou ainda a armação de Michel Temer, que recebeu os políticos em banquete na noite de quinta para discutir composição de um novo governo

“A minha manifestação é de alegria em saber que, do dia 18 para cá, quando o povo se manifestou nas ruas contra o golpe, o País se unificou em torno da democracia e da legalidade democrática”, disse o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o parlamentar criticou ainda a armação de Michel Temer, que recebeu os políticos em banquete na noite de quinta para discutir composição de um novo governo
“A minha manifestação é de alegria em saber que, do dia 18 para cá, quando o povo se manifestou nas ruas contra o golpe, o País se unificou em torno da democracia e da legalidade democrática”, disse o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o parlamentar criticou ainda a armação de Michel Temer, que recebeu os políticos em banquete na noite de quinta para discutir composição de um novo governo (Foto: Rodrigo Rocha)

PT na Câmara - O líder do Governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), em pronunciamento nesta sexta-feira (15), parabenizou o País que está mobilizado contra o golpe, o mundo inteiro, que está assistindo ao comportamento dos deputados e deputadas. “É importante que cada um aqui tenha um lado, porque cada um de nós tem que olhar no olho de cada brasileiro e brasileira e dizer o que pensa e o que está em jogo”, disse.

“A minha manifestação é de alegria em saber que, do dia 18 para cá, quando o povo se manifestou nas ruas contra o golpe, o País se unificou em torno da democracia e da legalidade democrática. E nós temos que saudar esse mundaréu de gente que está nas ruas do Brasil se mobilizando e gritando: Fora ao golpe. Isso para nós é fundamental. Na rua, a sociedade civil organizada está mobilizada. Os intelectuais, os juristas, um grande número de personalidades, todos e todas estão envolvidos na luta pela democracia. Então, essa é a minha saudação”.

Ele parabenizou o ministro José Eduardo Cardozo pela exposição que fez e citou que a Folha de S.Paulo reconhece em editorial que é difícil encontrar quem defenda, com sinceridade, que a Presidenta Dilma deva ser cassada pelos motivos alegados no pedido de impeachment.

O líder considerou que todas as denúncias ao longo dos últimos tempos visaram apenas criminalizar o PT e o Governo da presidenta Dilma Rousseff. “Por que o deputado Osmar Serraglio, não fala do petrolão como um todo? Vem dizer que é o PT? Quem é que está envolvido? Quem é que é réu? Quem é que está condenado? Não é razoável esse tipo de discurso aqui dentro”, argumentou Guimarães citando as críticas proferidas por Serraglio.

Enfatizou Guimarães a importância de se derrotar o golpe, travestido em impeachment, porque não há causa, não há objeto jurídico, não há fundamento! “E aí nós vamos cassar a Presidenta porque estamos insatisfeitos, porque o País não tem mais jeito, porque aconteceu isso e aquilo... Nós não podemos cometer essa injustiça contra um ser humano, essa perseguição...”, enfatizou .

Ele questionou a estratégia da oposição que vem propagando que já há votos para aprovar o impeachment. “Onde estão os votos? Por que não divulgam? Eu tenho a minha lista aqui, nós não teremos menos de 200 votos na disputa aqui, no plenário,”, afirmou sob aplausos. Ele desafiou os opositores a mostrarem a lista de 342 votos favoráveis ao impedimento.

José Guimarães citou o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo, e criticou o relatório dele pró-impeachment. “Seu relatório carece de fundamento jurídico, porque a causa são as pedaladas. E as pedaladas que foram praticadas por outros Governos? E as pedaladas do vice-presidente da República? Aliás, eu tenho muito respeito por muitos deputados do PMDB, mas isso não é razoável para a história do PMDB, porque está- se constituindo uma saída para o Brasil: é Temer Presidente, e o Presidente da Casa Eduardo Cunha, vice-Presidente da República. Esta é a saída para o Brasil?”, questionou.

Sustentou Guimarães que o melhor caminho para o Brasil tem que ser o de discutir o País, após domingo. “Nós não podemos enveredar por esse caminho da maldade, esse caminho que só tem um objetivo: punir a Presidenta Dilma!”, ponderou.

Lula

“Falam aqui... do Lula que está no hotel. É mais grave estar no hotel articulando ou estar no Jaburu recebendo dezenas e dezenas de caravanas de deputados para dividir os ministérios? É isso? Isso não pode. Não sejam injustos com quem já governou este País e ajudou tanto o Brasil”.

Moita 

O deputado lembrou que a crise política vigente foi fabricada pela oposição, que trabalhou dia e noite, desde a eleição, para inviabilizar o Governo da Presidente Dilma. “Acho até que o Governo da Dilma foi tão republicano que ajudou tanta gente desses governadores que hoje estão aí, na moita, muitos querendo o golpe, como se o vice-presidente pudesse tirar o Brasil da crise e fosse ajudar os Estados a se recuperarem economicamente. O plano de recuperação dos Estados é nosso. Fomos nós que fizemos”, enfatizou .

Banquete

Guimarães criticou ainda a armação de Michel Temer, que recebeu os políticos em banquete na noite de quinta para discutir composição de um novo governo. “Eu vejo aqui que Temer já busca nomes para Economia e para Fazenda. Nós temos, no mínimo 180 dias pela frente, e ainda tem domingo. Estão negociando ministério. Será que o PSB, o PSOL, os partidos de esquerda estão participando disso? Isso é saída para o Brasil?”, questionou.

 “Ainda há pouco uma jornalista me perguntou: Deputado, e essas várias vans que estão se dirigindo ao Jaburu? Ninguém fala. Não é razoável o Vice-Presidente da República fazer isso, porque ele assume uma posição, comanda uma posição de querer governar o País à revelia da soberania popular”, vaticinou .

Pacto

“Nós vamos topar discutir com todo mundo segunda-feira. O País precisa ser repactuado, evidente. Medidas precisam ser tomadas e urgentes na área econômica e fazer a repactuação política, mas não é dessa forma. Dessa forma: dar um golpe a qualquer preço, a qualquer custo, isso não. Viva a democracia!”.

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