Lisete Arelaro: Palácio dos Bandeirantes não será minha casa, será do povo

Candidata do PSOL ao governo de São Paulo, a professora afirma que, caso eleita, o financiamento da educação "será prioridade máxima" e "o Palácio dos Bandeirantes se chamará 'Casa do Povo'"; ela anuncia que não irá morar no prédio, como fazem os governadores historicamente, e o prédio será doado para uma universidade para a população do Estado; assista à entrevista

Lisete Arelaro: Palácio dos Bandeirantes não será minha casa, será do povo
Lisete Arelaro: Palácio dos Bandeirantes não será minha casa, será do povo

SP 247 - Histórica militante na área da educação e candidata ao governo de São Paulo pelo PSOL, a professora Lisete Arelaro participou do programa Palanque 247 nesta semana, apresentando sua plataforma eleitoral e criticando o desmonte ofertado por décadas de gestão do PSDB no Estado. Ela ressalta que, caso eleita, o financiamento da educação "será prioridade máxima".

Única mulher na disputa, Lisete foi vetada de participar do programa Roda Viva, da TV Cultura, que entrevistou os quatro primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. "Simplesmente a emissora não deu resposta alguma do motivo de não me convidarem. Entramos com mandando de segurança, mas o juiz argumentou favoravelmente à Rede Cultura", explica. 

A professora contou sobre sua experiência de trabalhar com o Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire e condenou os métodos do movimento "Escola sem Partido" para achincalhá-lo. "Ao contrário do que Paulo Freire pregava, esse grupo quer a despolitização nas escolas, atingindo a formação crítica dos estudantes", condena. 

Lisete Arelalo, que atua há 50 anos anos no magistério, e participou da gestão de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo, denuncia o legado destrutivo do ex-governador Geraldo Alckmin. "Se eleita, irei retomar as mais de duas mil salas de aula que foram fechadas durante o governo do PSDB", propõe. 

"O argumento de não existir dinheiro para financiar a educação de São Paulo é falso", critica. "Em um período de três anos, vamos ofertar um salário digno aos professores", anuncia. 

A candidata informa ainda que, sendo eleita, o Palácio dos Bandeirantes, edifício-sede do Governo do Estado de São Paulo e residência oficial do governador, não terá mais o nome dos Bandeirantes, devido ao seu histórico no Estado de assassinato de índios e outras atrocidades, e será chamado "A Casa do Povo". Ela diz também que não morará no local. "Eu e meu vice, o professor Maurício Costa, já temos nossas casas, não tem sentido morar ali", afirma. O prédio também será doado para uma universidade para a população do Estado, promete. 

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