Livro sobre desaparecido receberá prêmio nacional

Solenidade de premiação ocorrerá nesta quinta-feira, em Porto Alegre [RS]; colaborador do Brasil247, Renato Dias conta a história do desaparecimento de Marcos Antônio Dias Batista, o Marcos Chinês, como era chamado em 1968 nas revoltas estudantis em Goiânia; o militante morreu com apenas 15 anos de idade; sua mãe,  Maria de Campos Baptista, deixou a porta da casa da família aberta por exatos dez anos esperando em vão o seu retorno; este é o quarto ano consecutivo que o repórter é contemplado no prestigiado concurso nacional; Lucas Figueiredo (MG) obteve o primeiro lugar por obra editada pela Cia. das Letras (SP)

Solenidade de premiação ocorrerá nesta quinta-feira, em Porto Alegre [RS]; colaborador do Brasil247, Renato Dias conta a história do desaparecimento de Marcos Antônio Dias Batista, o Marcos Chinês, como era chamado em 1968 nas revoltas estudantis em Goiânia; o militante morreu com apenas 15 anos de idade; sua mãe,  Maria de Campos Baptista, deixou a porta da casa da família aberta por exatos dez anos esperando em vão o seu retorno; este é o quarto ano consecutivo que o repórter é contemplado no prestigiado concurso nacional; Lucas Figueiredo (MG) obteve o primeiro lugar por obra editada pela Cia. das Letras (SP)
Solenidade de premiação ocorrerá nesta quinta-feira, em Porto Alegre [RS]; colaborador do Brasil247, Renato Dias conta a história do desaparecimento de Marcos Antônio Dias Batista, o Marcos Chinês, como era chamado em 1968 nas revoltas estudantis em Goiânia; o militante morreu com apenas 15 anos de idade; sua mãe,  Maria de Campos Baptista, deixou a porta da casa da família aberta por exatos dez anos esperando em vão o seu retorno; este é o quarto ano consecutivo que o repórter é contemplado no prestigiado concurso nacional; Lucas Figueiredo (MG) obteve o primeiro lugar por obra editada pela Cia. das Letras (SP) (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Brasil247 - O jornalista, sociólogo e mestre em Direito e Relações Internacionais, Renato Dias, 48 anos de idade, é um dos ganhadores do 32º Prêmio Nacional de Jornalismo em Direitos Humanos, promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos e a Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio Grande do Sul. Ele obteve a terceira colocação na categoria Grandes Reportagens [Publicados no suporte livro]. A sua obra é ‘O Menino que a ditadura matou’, publicada em junho de 2015.

A solenidade de entrega das premiações ocorrerá em 10 de dezembro, dia mundial dos Direitos Humanos. O ato se realizará, às 19h, na sede da OAB, em Porto Alegre [RS]. A obra do autor goiano premiado narra o desaparecimento do estudante secundarista Marcos Antônio Dias Batista, em maio de 1970. O militante integrava a Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares [VAR-Palmares],a mesma organização clandestina de luta armada contra a ditadura civil e militar de Dilma Rousseff.

Marcos Chinês, como era chamado em 1968, nas revoltas estudantis em Goiânia, morreu com apenas 15 anos de idade. A sua mãe deixou a porta da casa da família aberta por exatos dez anos esperando em vão o seu retorno. Maria de Campos Baptista, Dona Santa, visitou presídios, percorreu estados, vasculhou pistas sobre seu paradeiro. Os seus restos mortais nunca foram entregues para que os Dias Batista pudessem celebrar o ritual milenar do luto, patrimônio cultural imaterial da humanidade, observa o jornalista e escritor.

- Um crime sem castigo.

Desesperada para encontrar os seus despojos, conseguiu, na Justiça Federal, que o ministro da Defesa [Chefe do Exército, Marinha e Aeronáutica], à época, José Alencar, o vice-presidente da República na Era Luiz Inácio Lula da Silva, a recebesse, em audiência, em seu gabinete, em Brasília, Capital da República. Data: 15 de fevereiro de 2006. O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, um ex-preso político com autuação na Ação Libertadora Nacional, a ALN fundada pelo carbonário baiano Carlos Marighella, participou do encontro.

- Ao sair da reunião, ela morreu em um acidente automobilístico.

Especialista ainda em ditadura civil e militar [1964-1985], esquerdas e socialismos [1917-2015], o autor de lançou, em abril deste ano, 'Pequenas histórias - Cuba, hoje - Uma revolução envelhecida ou a reinvenção do socialismo?’. Mais: em 2012 colocou nas prateleiras do mercado editorial“Luta Armada/ALN-Molipo- As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz”. No ano seguinte,“História – Para além do jornal – Um repórter exuma esqueletos da ditadura civil e militar”.

O escritor quer lançar, em 2016, “Os Sem Gravatas -Um repórter vai à Grécia, diagnostica a crise e descobre qual é a do Syriza e da Troika, com imagens inéditas de Juliana Dias Diniz, jornalista graduada na Universidade Federal de Goiás [UFG] e repórter da TV Brasil Central, com design gráfico de Eric Damasceno, diagramador de O Popular, infografia de Elson Souto, designer do jornal Diário da Manhã. Reportagens da crise que sacudiu a Europa e levou radicais, hoje moderados, ao poder.

- As ilustrações são de Mariosan Gonçalves.

Workaholic, Renato Dias publicará ainda, no ano que vem, uma segunda edição revista e ampliada do livro ‘Luta Armada/ALN-Molipo As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz’. A ex-guerrilheira treinada em Cuba e que morreu dia 17 de maio de 1973, na Fazenda Rio Doce, município de Rio Verde, Goiás, ao lado de Márcio Beck Machado, em uma operação que teria tido as participações de Carlos Alberto Brilhante Ustra e Marcus Antônio de Brito Fleury, ex-diretor regional da Polícia Federal [GO].

O repórter investigativo pretende lançar também em 2016 ‘Memórias – Documentos para o Amanhã – Anos de Chumbo, época de sombras no Brasil e na América Latina’. Com design gráfico de Eric Damasceno, infografia de Elson Souto, caricaturas de Mariosan Gonçalves. Um painel do terror de Estado, com prisões ilegais, torturas, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados em Goiás, no Brasil e na América Latina. Um memorial dos anos de chumbo, para que nunca mais se repita, explica ele

Ele dá texto final a‘Transição sem Justiça – Uma análise da passagem da ditadura civil e militar no Brasil para a democracia em comparação com os paí¬ses do Cone-Sul, Europa e África do Sul’.Ex-soldado de Liev Davi¬do¬vi¬ch Bronstein [Leon Trotski/1879-1940], Renato Dias escreve ain¬da livro sobre o que pensam os trotskistas, hoje, no Bra¬sil,como Luciana Genro, José Maria, MarkusSokol, João Machado

- O título provisório é ‘Dose para Leon – Os trotskistas no Brasil, hoje’.

O 1º lugar

O jornalista e escritor Lucas Figueiredo nasceu em Belo Horizonte em 1968. Ele conta já ter recebido três Prêmio Esso, dois Vladimir Herzog e os prêmios Jabuti, Direitos Humanos de Jornalismo, Folha,Imprensa Embratel e BDMG Cultural.Ex- repórter da Folha de S.Paulo e colaborador da rádio BBC de Londres, também atuou como pesquisador da Comissão Nacional da Verdade [CNV] e consultor da Unesco.Em 2015, foi convidado do 35º Salão do Livro de Paris, que teve o Brasil como homenageado.

Premiado pelo livro lançado em outubro de 2015 pela Cia. das Letras, ‘Lugar Nenhum – Militares e civis na ocultação de documentos da ditadura – Coleção Arquivos da Repressão no Brasil’ -, Lucas Figueiredo é autor dos livros-reportagem ‘Morcegos negros’,‘Ministério do silêncio’, ‘O operador’, ‘Olho por olho’, ‘Boa ventura!’. Atualmente, ele escreve a biografia de Tiradentes, que será publicada pela Companhia das Letras em 2016. O seu nome batiza a Sala de Leitura Lucas Figueiredo da ala de detentos do presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Serviço

Prêmio: 32º Prêmio Nacional de Jornalismo em Direitos Humanos

Solenidade: 10 de dezembro de 2015, quinta-feira

Local: Sede da OAB [RS], em Porto Alegre

Horário: 19h

Promoção: Movimento de Justiça e Direitos Humanos e a Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio Grande do Sul

Premiado: Renato Dias

Categoria: Grandes reportagens

Livro: O menino que a ditadura matou

Ano: 2015

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