Lorenzoni chama delator da Odebrecht de “vagabundo”

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) diz ter sido citado pelo delator da Odebrecht Alexandrino Alencar como retaliação por ter denunciado a relação entre a empreiteira e o ex-presidente Lula; o ex-executivo da Odebrecht diz que o deputado recebeu R$ 175 mil em propina paga pela empresa por meio de caixa 2

onyx lorenzoni
onyx lorenzoni (Foto: Paulo Emílio)

Rio Grande do Sul 247 - O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) gravou um vídeo em que chama o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar de "vagabundo" após ter o seu nome citado por ele como beneficiário de propinas pagas pela empreiteira.

Segundo Lorenzoni, a citação do seu nome teria sido uma retaliação por ele ter denunciado a relação existente entre a construtora e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar também afirmou que protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) abrindo mão do seu sigilo bancário, fiscal e telefônico.

"Estou aqui para mostrar que nós vamos continuar de cabeça erguida, de mãos limpas, esse foi o jeito que eu escolhi de fazer política, e ninguém, nenhum vagabundo tipo o Alexandrino, vai inventar mentira sobre a minha vida pública", afirmou.

Segundo a delação de Alexandrino Alencar, a Odebrecht doou, por meio de caixa 2, R$ 175 mil à campanha de Lorenzoni à Câmara Federal em 2006. Um inquérito para apurar a denúncia foi aberto por decisão do ministro do STF e reator dos processos da lava Jato na Corte, Edson Fachin.

"Fiquei pensando, por que o meu nome apareceu agora? Sabe por quê? Porque eu fui o primeiro parlamentar a dizer que o Lula era traficante de influência na América Latina, na África a favor da empreiteira", diz ele no vídeo.

A citação do seu nome pelo delator, segundo o parlamentar, se deve ao fato dele ter convocado o ex-executivo para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2015. "Isso não é uma empresa, é uma quadrilha, uma máfia. E eu estava batendo de frente com o Lula e com o pajem de Lula, porque o Alexandrino era pajem de Lula, ele que ia no aviãozinho para a África", disparou.

Em sua delação, Alexandrino destacou que Lorenzoni não teria feito nenhum sinal de "rejeição" ao receber a doação de R$ 175 mil por meio de caixa 2. No ano passado, Lorenzoni foi o relator do projeto Dez Medidas Contra a Corrupção, proposto pelo Ministério Público. No projeto levado ao plenário da Câmara, Lorenzoni manteve a criminalização do caixa 2, mas reduziu as penas para o crime.

 

 

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