Mabel respalda Cunha e prega rompimento com PT

Deputado peemedebista acusa aliado de arrogância, intransigência e de não honrar supostos acordos firmados entre as duas siglas: “É impossível fazermos uma aliança com um partido que agora volta a desprezar essas premissas”; ele defende antecipação das convenções para formalizar a retirada de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e acusou o PT de estar embriagado pelo poder; “Aliança se faz com gente grande e uma parte do PT está provando que ainda engatinha", disparou

Deputado peemedebista acusa aliado de arrogância, intransigência e de não honrar supostos acordos firmados entre as duas siglas: “É impossível fazermos uma aliança com um partido que agora volta a desprezar essas premissas”; ele defende antecipação das convenções para formalizar a retirada de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e acusou o PT de estar embriagado pelo poder; “Aliança se faz com gente grande e uma parte do PT está provando que ainda engatinha", disparou
Deputado peemedebista acusa aliado de arrogância, intransigência e de não honrar supostos acordos firmados entre as duas siglas: “É impossível fazermos uma aliança com um partido que agora volta a desprezar essas premissas”; ele defende antecipação das convenções para formalizar a retirada de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e acusou o PT de estar embriagado pelo poder; “Aliança se faz com gente grande e uma parte do PT está provando que ainda engatinha", disparou (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Goiás247_ O deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO) endossou na noite da quinta-feira (6) a posição do líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e defendeu a antecipação das convenções para aprovar a retirada de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Mabel acusa o PT de arrogância, intransigência e de não honrar supostos acordos firmados entre as duas siglas. “É impossível fazermos uma aliança com um partido que agora volta a desprezar essas premissas”, disse o deputado goiano.

Mabel, que disputou a liderança do PMDB com Cunha e saiu derrotado (chegou a questionar a eleição no Supremo Tribunal Fereral), afirma que o PT está “embriagado pelo poder”. Segundo ele, o PMDB é um partido “grande e coerente, que preza acordos, que acredita que política é honrar compromissos”. E disparou: “Aliança se faz com gente grande e uma parte do PT está provando que ainda engatinha".

A crise entre PT e PMDB se agravou após declarações duras de Cunha. O deputado fluminense ressaltou a necessidade de "repensar" a aliança e disse que seu partido não é "respeitado pelo PT". Em ataque direto ao aliado, o parlamentar escreveu no microblog Twitter que "por onde passa o Rui Falcão (presidente do PT), mais difícil fica a aliança" e descartou o interesse em indicar nomes para ocupar um novo ministério na reforma pretendida por Dilma. “A bancada do PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", provocou.

A rebeldia de Cunha foi rebatida com veemência por Falcão. O presidente do PT disse que o PMDB não pode estar no governo e fazer oposição ao mesmo tempo. "Não aceito que Cunha faça ultimatos a nós", disse. Cunha reagiu: "Engraçado, sou agredido pelo Rui Falcão, respondo, aí ele vem e diz que não aceita ultimato? Quem está dando ultimato? Ele quer se fazer de vítima."

Na tentativa de debelar a crise e evitar o rompimento da aliança, o ex-presidente Lula entrou em campo. Após se reunir com Dilma na noite de quarta-feira (5), o líder maior do PT sugeriu que a presidente seja mais "política" e que volte a "vestir" o figurino “paz e amor” na relação com o PMDB. Na quinta-feira (6), Lula telefonou para o presidente nacional em exercício do partido, senador Valdir Raupp, para pedir ajuda para que sejam pacificadas as relações entre os dois aliados.

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