Maceió é a sétima capital do NE mais endividada

Estimativa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostra que Maceió terminou o ano de 2016 com 60% dos consumidores com alguma dívida, alcançando o sétimo lugar no nível de endividamento entre as capitais do Nordeste; São Luís/MA (72%), Recife/PE (68%) e João Pessoa foram as capitais mais endividadas; somente Teresina/PI (53%) e Salvador/BA (51%) ficaram abaixo da média das capitais

Estimativa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostra que Maceió terminou o ano de 2016 com 60% dos consumidores com alguma dívida, alcançando o sétimo lugar no nível de endividamento entre as capitais do Nordeste; São Luís/MA (72%), Recife/PE (68%) e João Pessoa foram as capitais mais endividadas; somente Teresina/PI (53%) e Salvador/BA (51%) ficaram abaixo da média das capitais
Estimativa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostra que Maceió terminou o ano de 2016 com 60% dos consumidores com alguma dívida, alcançando o sétimo lugar no nível de endividamento entre as capitais do Nordeste; São Luís/MA (72%), Recife/PE (68%) e João Pessoa foram as capitais mais endividadas; somente Teresina/PI (53%) e Salvador/BA (51%) ficaram abaixo da média das capitais (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - Maceió terminou o ano de 2016 com 60% dos consumidores estavam com alguma dívida, alcançando o sétimo lugar no nível de endividamento entre as capitais do Nordeste. A estimativa é da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), que lançou a sétima edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras. São Luís/MA (72%), Recife/PE (68%) e João Pessoa foram as capitais mais endividadas. Somente Teresina/PI (53%) e Salvador/BA (51%) ficaram abaixo da média das capitais.

Considerando as 27 capitais, o nível de comprometimento da renda com o pagamento de dívidas foi de 30% em dezembro de 2016, patamar considerado adequado para não sinalizar risco de elevação da inadimplência. Entre as capitais nordestinas, apenas Teresina/PI (37%) e Natal/RN (37%) ficaram acima da média do País e ocuparam a terceira e a quarta colocações no ranking nacional de maiores taxas, respectivamente. 

Já as cidades de Aracaju/SE (18%) e João Pessoa/PB se destacaram com as duas menores taxas em âmbito nacional. Ficaram próximas da média: Maceió/AL (29%), Salvador/BA (29%), São Luís/MA (29%), Fortaleza/CE (29%) e Recife/PE (27%).

Alagoas

Ainda sobre os dados da Radiografia do Endividamento, o assessor econômico da Fecomércio AL, Felippe Rocha, compara o desempenho de dezembro de 2016, quando 60% das famílias maceioenses afirmaram ter algum tipo de dívida, com o momento atual. "Em termos populacionais, neste mês de setembro estamos 6,7 pontos percentuais mais endividados. Em relação à inadimplência, o dado é mais preocupante. Enquanto a pesquisa do final de 2016 demonstrava apenas 13% da população inadimplente, hoje, este percentual é de 17%", avalia.

Em Maceió, a média da inadimplência é de 4,21% para a pessoa física, e de 11,32% para a pessoa jurídica, sinalizando que os consumidores da capital possuem um elevado grau de endividamento, o que exige prudência.

No quesito renda comprometida com dívidas, dezembro de 2016 apontou Maceió como a terceira capital do Nordeste com a maior parcela da renda já comprometida com alguma dívida, com 29%, atrás apenas de Teresina/PI e Natal/RN, ambas com 37%, enquanto em João Pessoa/PB a população compromete apenas 15% da renda com dívidas. Este desempenho - aliado aos índices de desemprego da capital, às taxas de juros e a incertezas econômicas - acaba por desestimular a retomada do consumo. 

Ainda com base na pesquisa, Felippe reforça que, embora em 2016 a capital alagoana tenha figurado no ranking de maior comprometimento da renda, Maceió ficou em sétimo lugar no valor médio mensal de dívida por família: cerca de R$ 1.024, enquanto Natal/RN liderou com R$ 1.816. "Já em setembro de 2017, a parcela da renda comprometida com dívida cresceu apenas 0,6 pontos percentuais., o que é um bom indicador, pois, demonstra que as pessoas não aumentaram o comprometimento mensal de suas rendas de forma a afetar a dinâmica da economia doméstica. Ou seja, a capacidade de honrar com as dívidas assumidas ainda está num patamar aceitável", analisa.

Com gazetaweb.com

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