Malária está praticamente eliminada na região de Belo Monte

Com uma queda de 98% dos casos de malária em 2015, comparada à taxa de 2011, os municípios da Área de Influência da Hidrelétrica Belo Monte ajudaram a melhorar os índices positivos alcançados em todo o Pará; “O investimento de R$36,8 milhões da Norte Energia contribui para a redução acentuada dos casos de malária na Região do Xingu, que tem um grande impacto na redução da doença no Pará e no País”, reforça o gerente de Saúde da Norte Energia, José Ladislau

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Do Portal Brasil - Com uma queda de 98% dos casos de malária em 2015, comparada à taxa de 2011, os cinco municípios da Área de Influência da Hidrelétrica Belo Monte ajudaram a melhorar os índices positivos alcançados em todo o Pará (PA). Em Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e também em Pacajá, o Programa de Ação para Controle de Malária (PACM) recebe suporte financeiro e de infraestrutura da Norte Energia. Os dados foram apresentados na 9ª Avaliação do Controle da Malária no Centro-Oeste e Oeste do Estado, realizada na última semana no município de Altamira.

Houve queda de 98% em Altamira. Em Anapu, nos últimos quatro anos, a doença praticamente foi eliminada, com redução de 99,2%. Em Brasil Novo, não há registro da doença nesse período. Em Pacajá, uma das situações mais graves da região, com mais de 4,5 mil casos em 2011, hoje os registros apontam para uma diminuição de 94,4%. O município de Senador José Porfírio reduziu em 99,6% o número de casos, percentual semelhante a Vitória do Xingu: 99,4%.

“O investimento de R$36,8 milhões da Norte Energia contribui para a redução acentuada dos casos de malária na Região do Xingu, que tem um grande impacto na redução da doença no Pará e no País”, reforça o gerente de Saúde da Norte Energia,  José Ladislau. Em novembro, o Brasil, junto com Honduras e Paraguai, recebeu o prêmio Campeões contra a Malária nas Américas, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde. Foi uma diminuição de 67% dos casos detectados da doença.

Ladislau explica que o controle e combate à malária também são importantes para a economia, uma vez que o doente pode passar aproximadamente 10 dias fora do trabalho. Ele diz ainda que a prevenção é muito mais barata para o poder público do que o tratamento aos pacientes contaminados: alguns casos complexos custam até R$15 mil por dia ao Estado.

As ações do Programa de Ação para Controle de Malária incluem a entrega de mosquiteiros para redes e camas, impregnados com inseticida de longa duração, e a realização de testes rápidos. “Como resultado dessa parceria entre o empreendimento, o Estado e os municípios, já conseguimos reduzir os casos de malária nessa regional a quase zero”, ressalta o diretor do Departamento de Endemias do Pará, Bernardo Cardoso. Ele diz que a exceção nos bons resultados é na região do Marajó, onde ainda podem ser encontrados surtos da doença.

Em campo, agentes de endemias visitam as comunidades, incluindo as indígenas, para orientações constantes para a população. Mas, com os números otimistas apresentados durante a avaliação, a expectativa é de que, em 2016, o Pará esteja quase livre da malária.

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