Manifestantes ocupam duas faixas da Paulista contra a reforma da Previdência

Manifestantes ocuparam duas faixas da avenida Paulista em ato que reuniu lideranças sindicais, políticas e de movimentos sociais; a mobilização faz parte da greve geral convocada pelas centrais sindicais nesta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação que mobilizou 360 cidades em todo o país

247 - A greve geral convocada pelas centrais sindicais nesta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação paralisou diversos serviços em São Paulo.

Agora, no início da noite, manifestantes ocuparam duas faixas da avenida Paulista num ato que reuniu lideranças sindicais, políticas e de movimentos sociais. Os manifestantes se concentraram no Vão Livre do Masp e saíram em marcha em direção à Praça da República.

Durante todo o dia houve atos, paralisações e protestos. Segundo o Sindicato de Metalúrgicos do ABC, a greve teve 100% de adesão dos trabalhadores do setor. Parte do transporte público da cidade ainda está paralisado, principalmente o Metrô.

"Não mexam nas nossas aposentadorias e em nossos direitos. Não duvidem do poder de mobilização dos sindicatos do Brasil" disse, em nota, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas.

Durante o ato na Paulista, o ex-ministro Fernando Haddad participou e criticou a falta de diálogo do governo e disse que Bolsonaro deveria fazer como Lula que negociou uma reforma com a sociedade.

"Ele tem que negociar com as centrais", reforçou.

A renúncia do ministro Sergio Moro e a anulação da condenação do ex-presidente Lula foi outro assunto abordado por diversas lideranças. Reportagem do The Intercept revelaram conversas do então juiz com o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, instruindo para construir provas no processo do ex-presidente.

"Quem se sente seguro no Brasil com o Moro no comando da Polícia Federal?", indagou Haddad. "Se ele já era partidário como juiz, imagina agora como político", completou.

O líder do MTST, Guilherme Boulos, endossou: "Já que eles dizem que a lei é para todos, eles que cumpram a lei e soltem o Lula".

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