Manuela: ‘não recebi doação da Odebrecht’

A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) se defendeu, novamente, das acusações de que teria recebido doação da Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato; "Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, não recebi doação de nenhuma empresa do grupo Odebrecht para a candidatura de 2012", afirmou, pelo Facebook; ela anunciou que vai à Justiça para ter acesso ao material divulgado na imprensa; "Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político"

A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) se defendeu, novamente, das acusações de que teria recebido doação da Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato; "Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, não recebi doação de nenhuma empresa do grupo Odebrecht para a candidatura de 2012", afirmou, pelo Facebook; ela anunciou que vai à Justiça para ter acesso ao material divulgado na imprensa; "Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político"
A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) se defendeu, novamente, das acusações de que teria recebido doação da Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato; "Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, não recebi doação de nenhuma empresa do grupo Odebrecht para a candidatura de 2012", afirmou, pelo Facebook; ela anunciou que vai à Justiça para ter acesso ao material divulgado na imprensa; "Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político" (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB), que também foi a deputada federal mais votada da história do Rio Grande do Sul - 271 939 votos em 2006 -, se defendeu, novamente, das acusações de que teria recebido doação da Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, da Polícia Federa (PF). A parlamentar foi citada em uma lista, divulgada nesta quarta-feira (23), que traria supostos repasses da empreiteira a mais de 200 políticos - o documento ainda não é uma prova de que houve dinheiro de 'caixa dois' da empreiteira para os citados.

"Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, NÃO RECEBI DOAÇÃO DE NENHUMA EMPRESA DO GRUPO ODEBRECHT PARA A CANDIDATURA de 2012", disse ela no Facebook. "Especulo - a partir da impressão que fiz das listas disponibilizadas para a imprensa - que a Odebrecht - munida das pesquisas de opinião - fez projeções de contribuições à minha candidatura a partir de meu favoritismo pré-eleitoral. Com a queda vertiginosa que tive nas pesquisas (fui derrotada no primeiro turno das eleições), tais doações não aconteceram", complementou.

De acordo com a deputada, as próprias planilhas que ela disse ter tido acesso pela imprensa "fornecem informações desencontradas sobre projeções e realizações de contribuições, chegando a constar que nada deveria ser repassado ao meu partido em uma daquelas disponibilizadas pela imprensa".

"Parece evidente que, se tivesse recebido os valores que constam na lista, o resultado de minha prestação de contas não seria tão negativo". "Tive uma campanha dura, resultando em mais de 600 mil reais de dívidas na conta nominal de minha candidatura e mais de 150 mil reais em dívidas no comitê financeiro de meu partido", acrescentou.

A parlamentar afirmou que é "a maior interessada em conhecer esse material divulgado pela imprensa". "Para isso, irei requerer judicialmente acesso à documentação para ter acesso às informações; recebi em todas as minhas campanhas contribuições de empresas, essa era a lei brasileira nas eleições de 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014", pontuou. "Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político. Tenho profundo respeito pelo cargo que ocupo, pela história de meu partido e por todos que em mim confiam".

 

Queridos amigos e amigas, queridos companheiros militantes de meu partido:Hoje, ao meio dia, tive acesso, a partir das informações publicizadas pelo jornalista do UOL Fernando Rodrigues, que meu nome está incluído em uma planilha apreendida na 23ª fase da operação Lava-Jato. Assim como vocês, fiquei surpresa. Após imprimir os documentos divulgados pela imprensa, tenho algumas observações a fazer. Os gaúchos conhecem minha trajetória e sabem que jamais estive envolvida em nenhum ato ilícito. Além disso, os porto-alegrenses acompanharam minha campanha para prefeita em 2012. Tive uma campanha dura, resultando em mais de 600 mil reais de dívidas na conta nominal de minha candidatura e mais de 150 mil reais em dívidas no comitê financeiro de meu partido. Sou a maior interessada em conhecer esse material divulgado pela imprensa. Para isso, irei requerer judicialmente acesso à documentação para ter acesso às informações; recebi em todas as minhas campanhas contribuições de empresas, essa era a lei brasileira nas eleições de 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014. Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, NÃO RECEBI DOAÇÃO DE NENHUMA EMPRESA DO GRUPO ODEBRECHT PARA A CANDIDATURA de 2012. Especulo - a partir da impressão que fiz das listas disponibilizadas para a imprensa - que a Odebrecht - munida das pesquisas de opinião - fez projeções de contribuições à minha candidatura a partir de meu favoritismo pré-eleitoral. Com a queda vertiginosa que tive nas pesquisas (fui derrotada no primeiro turno das eleições), tais doações não aconteceram. As próprias planilhas - que tive acesso pela imprensa - fornecem informações desencontradas sobre projeções e realizações de contribuições. chegando a constar que nada deveria ser repassado ao meu partido em uma daquelas disponibilizadas pela imprensa. Parece evidente que, se tivesse recebido os valores que constam na lista, o resultado de minha prestação de contas não seria tão negativo. Sobre o apelido dado na tal planilha, talvez evidencie que os autores dos documentos apreendidos sequer tenham me visto num processo eleitoral duro e estressante quanto o de 2012, ao qual muitas vezes me referi como o pior de minha vida. Estou à disposição de qualquer autoridade para qualquer esclarecimento. Como disse, estou tão surpresa e triste quanto todos e tenho muita pressa em esclarecer. Obrigada pela confiança e carinho de todos! Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político. Tenho profundo respeito pelo cargo que ocupo, pela história de meu partido e por todos que em mim confiam.Um beijo e boa luta!Confira:Planilha PCdoB RS: http://goo.gl/BF17rKDívidas campanha: http://goo.gl/lqfahV http://goo.gl/bbM7jE

Publicado por Manuela D'Ávila em Quarta, 23 de março de 2016

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