Marconi diz que vai superar R$ 2 bilhões em obras entregues

(Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - O governador Marconi Perillo concedeu, hoje, entrevista aos veículos que integram a Agência Brasil Central (Rádio Brasil Central AM e FM e TV Brasil Central), na qual falou sobre o rush de inaugurações de obras que começou no dia 15 de janeiro e vai até o dia 30 de junho, e debateu temas administrativos como Saúde e Segurança Pública. Ele adiantou que fará entrevista coletiva na próxima segunda-feira (22) para detalhar os indicadores fiscais e econômicos de Goiás. “Muita gente vai se surpreender”, afirmou.

Ao fazer balanço dos quatro mandatos à frente do Governo de Goiás, avaliou: “O Goiás do Tempo Novo de 1998 é o novo Goiás em 2018. O sentimento nesses anos de governo é de dever cumprido”. A seguir, algumas as repostas do governador:

 

“Tenho orgulho de ter colaborado para poder melhorar toda essa estrutura do sistema Brasil Central”

É um grande prazer estar aqui em uma televisão e em rádios que têm mais de seis décadas e que, ao longo do tempo, cativaram dezenas de milhares de telespectadores e ouvintes, pela qualidade do que é apresentado. Tenho muito orgulho de estar aqui na sede da ABC – Agência Brasil Central – conversando com repórteres e jornalistas da casa e também com muito orgulho de ter colaborado ao longo do tempo para poder melhorar toda essa estrutura, que passou por inúmeras reformas e também por uma modernização bastante evidente. Quero agradecer ao Edivaldo e a toda a diretoria da ABC, bem como a todos os abnegados funcionários que trabalham no dia a dia para transformar essas emissoras em veículos de credibilidade, em emissoras que levam informações no dia a dia e também das Rádios RBC AM e FM.

“O sentimento nesses anos de governo é de dever cumprido”

O sentimento é de dever cumprido. Eu tenho refletido muito nos últimos dias sobre a importância que foi o slogan do Tempo Novo. Hoje eu posso garantir que é evidente que nós tivemos um novo Goiás. Goiás é um Estado completamente mudado, depois da campanha de 98. Nós conseguimos com alianças estratégicas que fizemos com o empresariado, com os trabalhadores, com as instituições avançar extraordinariamente em todos os aspectos. Só quem não quer enxergar não vê que Goiás se transformou num estado moderno, respeitado nacional e internacionalmente em todos os aspectos. Nós temos aqui profissionais liberais que são respeitados no mundo inteiro. Nós temos empresas de agronegócio, produtores rurais que produzem com altíssima produtividade tecnológica no campo. Nós temos indústria de ponta. Goiás é um estado hoje com uma forte diversificação industrial, indústria metal mecânica, de alimentos, farmacêutica, vestuário, dentre outras. Temos a terceira maior província mineral do país, somos o segundo maior produtor de cana-de-açúcar e etanol e um dos maiores geradores de energia limpa, de energia renovável do país. Goiás também conta com geração de empregos, exportações, crescimento de PIB muito acima da média brasileira. Enfim, eu tenho uma ponta de orgulho de ter tido a coragem de enfrentar esses desafios todos, mesmo que naquela época, em 98, havia só incertezas, e de ter liderado o grupo de nos apoiou nesse tempo e o próprio Estado de Goiás na direção certa, na direção do desenvolvimento sustentado, na direção de uma forte evolução, que culminou com ótimos indicadores econômicos e sociais que nos colocam hoje entre os principais estados do Brasil, com a certeza de que somos um dos estados com maior potencial para crescer ainda mais.

“Todo o planejamento está posto para melhorarmos o sistema prisional”

Antes, eu queria fazer aqui uma homenagem ao Reynaldo Rocha, nosso querido Rey, jornalista Reynaldo, que por tantos anos liderou aqui essa Roda de Entrevistas. Deixo meu carinho à família dele toda, porque foi um grande amigo e um grande profissional do jornalismo. E aproveito também para prestar uma homenagem ao Isanulfo Cordeiro, que foi colega de vocês, meu assessor de imprensa e secretário de Assuntos Internacionais, que nos deixou na semana passada. É claro que algumas frustrações a gente tem ao longo do tempo. Por questões burocráticas, por limitações financeiras, por uma série de outras razões. Uma delas é por não ter conseguido levar adiante o projeto do VLT de Goiânia. Nós tentamos várias vezes, não tivemos recursos federais quando era necessário. Agora, mais recentemente, nós fizemos a PPP para a construção, veio esse problema todo da Lava Jato com a construtora que ganhou a licitação aqui em Goiás e eu resolvi, por prudência, e até por falta de recursos, parar esse projeto. Mas no futuro ele terá de ser feito, porque isso representaria uma modernização muito grande no transporte de Goiânia. Uma outra, que eu não diria nem frustração, até porque nós temos um bom planejamento, e estamos com todas as diretrizes já organizadas, é a questão do avanço na área do sistema prisional. Nós temos hoje todo um planejamento regional, nós já temos fontes de recursos para construir módulos de respeito nas cidades do interior, dois presídios de segurança máxima. De qualquer maneira, nós começamos a inaugurar agora já alguns presídios. Vamos inaugurar o de Anápolis e o de Formosa em janeiro e fevereiro, vamos inaugurar outros três que estão em construção. Há todo um planejamento. Mas essa é uma área muito complicada e eu gostaria de ter avançado mais. De qualquer maneira, todas as condições estão postas, para que nessa área também a gente possa ter avanços muito significativos.

“Muita gente vai se surpreender com os indicadores fiscais e econômicos do Governo de Goiás”

Olha, na segunda-feira agora eu vou fazer uma coletiva para apresentar os números, os indicadores fiscais e econômicos do Governo de Goiás relativamente ao exercício de 2017. Muita gente vai se surpreender. Nós vamos apresentar que, efetivamente, números que foram consolidados agora. Nós avançamos, felizmente, em todos os indicadores, principalmente no programa de ajuste fiscal, e a minha equipe econômica tem segurança de que nós vamos avançar este ano no rating (classificação de risco) do Estado e vamos avançar também em relação ao próprio ajuste. Exatamente pelo trabalho que nós fizemos desde 2015, mas sobretudo no ano passado. Para se ter uma idéia, vou dar aqui apenas um exemplo. Nós tínhamos previsto um superávit primário, aliás um primário, de R$ 200 e poucos milhões no ano passado. Em dezembro, eu fiquei um pouco preocupado, com a equipe econômica de que a gente pudesse ter déficit. E aí eu enviei um projeto de lei à Assembleia propondo um déficit de R$ 506 milhões nas contas do Estado, primário negativo. Para nossa surpresa, esse primário, que vai ser revelado na segunda-feira, superou os R$ 500 milhões positivamente. Então, contra números não pode haver contestação. Nós vamos enviar esses números ao Tesouro Nacional, que sempre vem aqui também pra checar, e vamos enviar para a imprensa nacional. Às vezes nos misturam no meio de outros estados, que estão numa situação muito diferente da nossa. Mas felizmente, a gente tem os números atualizados. Isso eu vou mostrar, com toda a equipe econômica, na segunda feira.

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