Marcos Cardoso: o impeachment morreu na praia?

O jornalista Marcos Cardoso avalia que a falta do apoio popular nas ruas aos protestos pró-impeachment, a carência de fundamento legal e o fato explícito de o processo, no seu nascedouro, ser presidido por uma figura nefasta como Eduardo Cunha afastam qualquer possibilidade de o impeachment ser levado a sério; "Depois de muito se debater e muito tentar, parece que o esforço morreu na praia", afirma; leia na íntegra

O jornalista Marcos Cardoso avalia que a falta do apoio popular nas ruas aos protestos pró-impeachment, a carência de fundamento legal e o fato explícito de o processo, no seu nascedouro, ser presidido por uma figura nefasta como Eduardo Cunha afastam qualquer possibilidade de o impeachment ser levado a sério; "Depois de muito se debater e muito tentar, parece que o esforço morreu na praia", afirma; leia na íntegra
O jornalista Marcos Cardoso avalia que a falta do apoio popular nas ruas aos protestos pró-impeachment, a carência de fundamento legal e o fato explícito de o processo, no seu nascedouro, ser presidido por uma figura nefasta como Eduardo Cunha afastam qualquer possibilidade de o impeachment ser levado a sério; "Depois de muito se debater e muito tentar, parece que o esforço morreu na praia", afirma; leia na íntegra (Foto: Valter Lima)
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Marcos Cardoso - “O Brasil que veio para a rua protestar a favor do impeachment em várias cidades do país é maioritariamente branco, de classe média, acima dos 50 e revoltado – uma versão brasileira do Tea Party norte-americano”, disse o Jornal Público, observando que a comparação com o impedimento de Collor é despropositada e desproporcional, porque em 1992 havia muitos estudantes na rua, de cara pintada, exigindo a saída do presidente que fora eleito quase três anos antes.
 
“Não há jovens nos protestos de domingo”, atesta o jornal liberal lisboeta fundado em 1990. A manifestação que selaria o impeachment teve o efeito contrário, servindo à pilhéria de uns e à decepção de outros. Em tempos de zika vírus, virou mini-festação.
 
Já se fala que o Tribunal de Contas da União deve livrar Dilma da culpa pelas pedaladas fiscais. Ora, se as pedaladas seriam o último argumento exaltado pelos aecistas e michelistas, argumento que não sustenta um pedido de impeachment, em que se apegarão agora, já que não há fundamento legal constitucional para requerer tal amargo remédio?
 
O TCU rejeitou as contas do governo Dilma, mas não estabeleceu a responsabilidade direta pelas manobras fiscais. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin podem, no máximo, ser multados por errarem na contabilidade.
 
E, não bastasse tudo isso, o bandidão Eduardo Cunha contaminou o processo, porque não se deve permitir a um magistrado tão sujo querer julgar ninguém, ainda mais numa questão crucial para a nação e quando não há uma acusação formal contra a pessoa supostamente denunciada.
 
Essas três condicionantes, a falta do apoio popular explícito nas ruas, a carência de fundamento legal e o fato explícito de o processo, no seu nascedouro, ser presidido por uma figura nefasta como Eduardo Cunha afastam qualquer possibilidade de o impeachment ser levado a sério.
 
Depois de muito se debater e muito tentar, parece que o esforço morreu na praia.
 
 

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