Marta: nunca me coloquei como alguém de esquerda

"Olha, eu nunca nem me coloquei assim, né? Eu acho que neste mundo hoje depende do que você chama de esquerda. Tem valores tão, tão retrógrados que são chamados de esquerda que eu não me identifico em absoluto. Eu tenho valores que eu diria que são cada vez mais de inclusão das pessoas, de respeito à cidadania", disse a candidata Marta Suplicy, que foi ligada ao PT por mais de 30 anos, mas hoje concorre pelo PMDB

SP - SEMINÁRIO/MARTA/KASSAB - POLÍTICA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante o seminário "Brasil Metropolitano: A metrópole do século XX", que acontece na universidade   Mackenzie, na região central da capital paulista, nesta segunda-feira.     05/09
SP - SEMINÁRIO/MARTA/KASSAB - POLÍTICA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante o seminário "Brasil Metropolitano: A metrópole do século XX", que acontece na universidade Mackenzie, na região central da capital paulista, nesta segunda-feira. 05/09 (Foto: Leonardo Attuch)

SP 247 – Embora tenha permanecido durante mais de 30 anos no PT, a senadora Marta Suplicy, que concorre à prefeitura de São Paulo, afirma, em entrevista aos jornalistas Reynaldo Turollo e Paula Reverbel, que nunca se colocou como uma pessoa de esquerda.

"Olha, eu nunca nem me coloquei assim, né? Eu acho que neste mundo hoje depende do que você chama de esquerda. Tem valores tão, tão retrógrados que são chamados de esquerda que eu não me identifico em absoluto. Eu tenho valores que eu diria que são cada vez mais de inclusão das pessoas, de respeito à cidadania", afirmou.

Marta também diz ter deixado o PT por razões éticas. "Eu ajudei a construir o PT, eu acreditei na busca por valores éticos. Me empenhei muito pela questão da mulher, LGBT. Foram 33 anos de construção. Eu comecei a perceber que os dirigentes estavam com rumos que não eram os rumos pelos quais o partido foi criado. Então não foi uma coisa fácil, foi uma coisa de sofrimento."

Sobre a disputa em São Paulo, ela afirmou que João Doria, do PSDB, não tem condições de administrar a cidade por ser um lobista. "Ele junta pessoas para fazerem negócios, geralmente com patrocínio, e patrocínio estatal -patrocínio do PT, bastante, R$ 2 milhões-, patrocínio do Estado - R$ 1 milhão para a revista 'Caviar'. Então, ele faz essas junções, né? Isso é lobby, né? Que existe, não é ilegal. Mas a prefeitura é muito mais que isso."

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