Média de chuvas aumenta, mas Cantareira continua em 12,3%

Reservatório acumulou 27,1 milímetros de água de chuva em um dia, o que representa mais de um terço da média de abril, mas o nível da represa continua muito baixo: passou de 12% para 12,3% desta terça para quarta-feira 16

A view of the water catchment of the Cantareira water supply system at Jaguari dam in Joanopollis, 136 km (77 miles) from Sao Paulo February 21, 2014. The water levels of the Cantareira system, which serves 9.3 million residents in Sao Paulo's metropolita
A view of the water catchment of the Cantareira water supply system at Jaguari dam in Joanopollis, 136 km (77 miles) from Sao Paulo February 21, 2014. The water levels of the Cantareira system, which serves 9.3 million residents in Sao Paulo's metropolita (Foto: Gisele Federicce)

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Em apenas um dia, o Sistema Cantareira acumulou 27,1 milímetros (mm) de água de chuva, o que representa mais de um terço da média do mês de abril. Apesar das precipitações dos últimos dias, que ajudaram a aumentar o volume armazenado, o nível da represa continua muito baixo: passou de 12% para 12,3% de ontem (15) para hoje (16).

Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), faltam apenas 5,7 mm para que o acumulado de chuvas em abril no sistema ultrapasse a média histórica para o mês, 89,3mm. Até o momento, o nível está em 83,6mm. O Cantareira é o principal reservatório de abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo e passa por um momento crítico em razão da escassez de chuvas, principalmente no verão.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), em toda a cidade, já choveu 5,4% a mais do que a média histórica para abril. O acumulado de chuvas neste mês é 70,3mm, quando, em média, chove 66,7mm. Somente no último sábado (12), o índice ficou em 37,5mm, o que representou 56,2% da média para o mês. Segundo o meteorologista Thomaz Garcia, do CGE, as precipitações foram provocadas por uma frente fria vinda da Argentina. A previsão é mais chuva apenas no próximo domingo (20).

Gonzaga explicou que a chuva acima da média em março e abril, quando já se inicia o período de maior escassez, pode ser explicada por um movimento compensatório da própria atmosfera. "Choveu menos e temos, neste momento, uma pequena compensação, que certamente não vai ser suficiente para reverter o quadro de déficit hídrico resultante dos primeiros meses do ano, quando deveria ter chovido bem mais." Apesar do maior de volume de chuvas nos dois últimos meses, a situação não é considerada um fenômeno atípico, acrescentou.

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