Média de homicídios em Alagoas já supera 2012

Apesar da implantação do programa Brasil Mais seguro, Alagoas não consegue conter a onda de violência. O Estado já registra aumento na média de homicídios por dia em relação a 2012. São 6,05 assassinados ocorridos diariamente em 2013, enquanto que no ano anterior aconteceram 5,97. Aumento de 0,08. Números são da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), divulgados através do  Boletim Anual do Núcleo de Estatística e Análise Criminal.

Apesar da implantação do programa Brasil Mais seguro, Alagoas não consegue conter a onda de violência. O Estado já registra aumento na média de homicídios por dia em relação a 2012. São 6,05 assassinados ocorridos diariamente em 2013, enquanto que no ano anterior aconteceram 5,97. Aumento de 0,08. Números são da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), divulgados através do  Boletim Anual do Núcleo de Estatística e Análise Criminal.
Apesar da implantação do programa Brasil Mais seguro, Alagoas não consegue conter a onda de violência. O Estado já registra aumento na média de homicídios por dia em relação a 2012. São 6,05 assassinados ocorridos diariamente em 2013, enquanto que no ano anterior aconteceram 5,97. Aumento de 0,08. Números são da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), divulgados através do  Boletim Anual do Núcleo de Estatística e Análise Criminal. (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - De acordo com o estudo, até o último dia 22 de dezembro já foram contabilizadas 2.155 assassinatos, no Estado. E em 2013, houve o registro de 2.186 homicídios. Neste ano, a maior incidência de crimes aconteceu em novembro com 213 casos, seguido pelo mês de março com 212 registros. Os finais de semana são os dias que mais acontecem mortes violentas.

Ainda conforme os dados da Seds, de janeiro a novembro de 2013, 94% da maioria das vítimas é homem.  Assassinatos de jovens de 18 a 29 anos chegam próximo dos 50% dos casos. Crimes praticados com arma de fogo lideram o ranking com 80%, seguido de arma branca, com aproximadamente 12%.

Chama a atenção também  o número de  homicídios por espancamento registados neste ano, até o último dia 22: o percentual é de quase 5%. Em mais de 60% dos casos, as ações de violência foram praticadas em vias públicas. Os crimes ocorridos na própria residência ou nas proximidades ficam em torno de 34%.

Do total de pessoas mortas no Estado este ano, 802 foram em Maceió, sendo 95% de vítimas do sexo masculino, e quase 54% cometidos contra jovens com idade entre 18 e 29 anos. São 83% de homicídios praticados com arma de fogo, cerca de 9% por arma branca e um pouco mais de 4% por espancamento.

Brasil Mais Seguro  - Implantado em junho de 2012, o programa federal Brasil Mais Seguro veio com a proposta de reduzir os números da violência em Alagoas. Porém, as ações projeto pioneiro no País não surtiu os efeitos esperados. Uma comissão especial foi criada na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para acompanhar o desenvolvimento das atividades do plano.

O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), que preside a comissão especial, faz duras críticas à  gestão do programa no Estado. "O gestor da segurança pública de Alagoas está no cargo por uma questão política. Os fatos recentes mostram que ele não tem comando e liderança", disse o parlamentar sobre o secretário de Defesa Social Dário César. Para o deputado, o governo do Estado deveria procurar mais investimentos para áreas sociais e valorizações dos servidores, principalmente na área da segurança.

Já o deputado estadual Jeferson Morais (DEM), classificou o programa como "fiasco". "Lamentavelmente os números mostram o fiasco do 'Brasil Mais Seguro'. Nós torcíamos muito para que este projeto desse certo, mas o que vimos foi uma apresentação midiática", disse o parlamentar sobre a exibição de helicópteros e carros da Força Nacional. De acordo com Jeferson Morais, a chegada de cerca de 200 policiais federais desestimulou os militares do Estado. "A nossa tropa ficou desmotivada com a vinda desses policiais. A Força Nacional desconhece a nossa cultura, não sabe onde ficam os problemas pontuais. A diferença salarial para exercer as mesmas funções desestimulou nossos militares", pontuou.

Os deputados criticaram a falta de efetivo para atender as demandas na área da segurança pública. "Se o governo tivesse cumprido o prometido, hoje teríamos cerca de sete mil policiais nas ruas, mas somente agora foram convocados mil para início da formação. A tropa não aceita mais esta gestão atual, falta credibilidade", afirmou.

A Comissão Estadual de Acompanhamento do Programa Brasil Mais Seguro irá apresentar um relatório sobre os resultados do projeto no começo de 2014.

Outro lado - A reportagem da Gazetaweb manteve contato, por telefone e por e-mail, com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Defesa Social. Até a edição da matéria, a versão oficial do órgão não havia sido repassada.

Com Gazetaweb.com

 

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247