"Médicos deixam plantão para ir a festinhas"

Afirmativa é do deputado Amauri Teixeira (PT), sobre discurso da oposição contra 'importação' de médicos estrangeiros para atendimento em cidades do interior; petista reclamou que a oposição, ao invés de se incomodar com a importação de médicos, deveria se indignar com o hábito de médicos que "abandonam plantão para ir a festinhas"; "Não vejo essa mesma indignação de condenar quem deixa de dar plantão para estar em festinha"

"Médicos deixam plantão para ir a festinhas"
"Médicos deixam plantão para ir a festinhas"

Bahia 247

O deputado Amauri Teixeira (PT-BA), rebateu no plenário da Câmara hoje o discurso contrário da oposição sobre a contratação de médicos estrangeiros para integrar a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em cidades do interior dos estados brasileiros.

O petista reclamou que a oposição, ao invés de se incomodar com a importação de médicos, deveria se indignar com o hábito de médicos que "abandonam plantão para ir a festinhas".

"Não vejo essa mesma indignação, essa mesma ênfase (da oposição) de condenar quem deixa de dar plantão médico para estar em festinha".

O debate foi acalorado na sessão que discutiu o assunto na Comissão de Seguridade Social da Câmara. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) pediu ao presidente da comissão, Doutor Rosinha (PT-PR), que excluísse o discurso de Amauri da ata da sessão.

Doutor Rosinha, por sua vez, saiu em defesa do correligionário e negou aparte pedida pela oposição.

"Não tem aparte. Todos aqui são maior de idade e responsáveis por aquilo que falam. Respeito ao deputado que está falando. Há disputa política? Há. Mas também há respeito e educação com os deputados. Tem gente aqui se achando".

Com o sua fala mantida, Amauri Teixeira esbravejou: "Não adianta gritar que não vão me amedrontar. Na base da baixaria não vão me amedrontar".

O petista disse ainda que a oposição é contrária à 'importação' de médicos cubanos por conta de uma "paranoia ultradefasada da guerra fria". O parlamentar relatou ainda a "dificuldade" de contratação de médicos no interior da Bahia.

"Abriu concurso para anestesista e não apareceu um. Para levar um pediatra para Feira de Santana (BA), segunda cidade do Estado, sábado a noite para (trabalhar) um hospital que atende a 300 mil pessoas tivemos extrema dificuldade. Isso que nos indigna. Mas tem aqueles que apostam no que está aí e não querem mudar nada e manter tudo como está".

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