Merval: Volta de Lula depende do "timing" do PSB

A entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no jogo eleitoral de 2014 somente deverá acontecer caso a presidente Dilma Rousseff (PT) não consiga recuperar os índices de popularidade e após uma avaliação cuidadosa da situação política e econômica do País, segundo análise do colunista de O Globo, Merval Pereira; nesta seara, Lula também estaria avaliando a movimentação do governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, para só então decidir se será o candidato do PT em 2014

A entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no jogo eleitoral de 2014 somente deverá acontecer caso a presidente Dilma Rousseff (PT) não consiga recuperar os índices de popularidade e após uma avaliação cuidadosa da situação política e econômica do País, segundo análise do colunista de O Globo, Merval Pereira; nesta seara, Lula também estaria avaliando a movimentação do governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, para só então decidir se será o candidato do PT em 2014
A entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no jogo eleitoral de 2014 somente deverá acontecer caso a presidente Dilma Rousseff (PT) não consiga recuperar os índices de popularidade e após uma avaliação cuidadosa da situação política e econômica do País, segundo análise do colunista de O Globo, Merval Pereira; nesta seara, Lula também estaria avaliando a movimentação do governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, para só então decidir se será o candidato do PT em 2014 (Foto: Paulo Emílio)
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PE247 - A entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no jogo eleitoral de 2014 somente deverá acontecer caso a presidente Dilma Rousseff (PT) não consiga recuperar os índices de popularidade, bem como após uma avaliação cuidadosa da situação econômica do País e de uma análise criteriosa da movimentação das diversas forças políticas. Sendo assim, Lula só deverá decidir se tentará voltar ao Palácio do Planalto no final do primeiro semestre do próximo ano. De acordo com a tese do colunista Merval Pereira, de O Globo, até chegar a data limite, Lula ganharia tempo para analisar um outro componente: a movimentação do governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos.

Para Merval, a recuperação da popularidade do governo da presidente Dilma, embora pequena, ainda a posicionam como candidata natural à reeleição pelo PT, embora a deixem “mais vulnerável ao ataque dos adversários, notadamente a ex-ministra Marina Silva”, diz Merval em sua coluna. A situação também agradaria ao PSDB, uma vez que isto afasta a possibilidade de um retorno do ex-presidente Lula ao cenário eleitoral de 2014.

O fato de Lula não disputar as eleições de 2014, aumentaria as chances de uma chapa do PSDB, desde que a legenda tucana resolva a pendenga interna entre o senador mineiro Aécio Neves e o ex-governador de São Paulo, José Serra. Ambos almejam encabeçar uma chapa presidencial pelo partido e a situação já descambou para a possibilidade real de ser resolvida somente com a realização de prévias.

Após avaliar todo este quadro é que entraria no somatório final o timing do governador Eduardo Campos, que já vem sofrendo pressões para que o PSB saia da base de apoio governista e entregue os cargos que ocupa no Governo Dilma. A entrada de Campos no circuito, que segundo análise feita até mesmo por instituições financeiras como o banco JP Morgan, poderia ampliar as chances da disputa chegar ao segundo turno, tendo o governador como adversário de Dilma, no lugar da ex-senadora Marina Silva ou do senador e presidente do PSDB, Aécio Neves.

Como integrante da base governista, mas se posicionando de maneira crítica, e com uma ligação bastante próxima do ex-presidente Lula, o PSB poderia “se tornar o escoadouro de votos de um eleitor descontente com o PT, mas disposto a votar em um projeto de esquerda moderna, que seria a base da campanha de Campos”, observa Merval Pereira. Restaria então trabalhar pela “manutenção do projeto com uma visão de esquerda com a qualidade de gestão que seria a base do projeto alternativo do PSDB, tendo à frente o senador Aécio Neves”, afirma.

O colunista lembra, ainda, que a legenda pessebista conta atualmente com seis governadores e 28 deputados federais. O tamanho da bancada, embora menor que a do PSDB, composta por 8 governadores, entre eles os de São Paulo e Minas Gerais, e as terceiras bancadas da Câmara e do Senado, coloca o PSB numa posição bem mais confortável e “bem mais forte do que a da Rede de Sustentabilidade de Marina, ainda dependendo de confirmação pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

Embora condicione a possibilidade de uma possível candidatura do ex-presidente Lula a um leque de fatores dos quais nem todos serão definidos rapidamente, Merval “acertou na veia” ao apontar que o fator Eduardo Campos será uma das peças-chaves nas eleições de 2014, tanto para presidente como para os governos estaduais.

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