Mesmo ilegal, metroviários decidem manter greve em SP

Após decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que considerou a paralisação abusiva e estabeleceu multa diária de R$ 500 mil, os metroviários de São Paulo decidiram pela continuidade da greve em assembleia realizada na tarde deste domingo (8); nova assembleia da categoria está marcada para as 13h desta segunda (9), para avaliar a continuidade do movimento; "Com ou sem greve, poder haver demissões", disse o presidente do sindicato, Altino Melo Prazeres; mais um dia de caos em São Paulo

Após decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que considerou a paralisação abusiva e estabeleceu multa diária de R$ 500 mil, os metroviários de São Paulo decidiram pela continuidade da greve em assembleia realizada na tarde deste domingo (8); nova assembleia da categoria está marcada para as 13h desta segunda (9), para avaliar a continuidade do movimento; "Com ou sem greve, poder haver demissões", disse o presidente do sindicato, Altino Melo Prazeres; mais um dia de caos em São Paulo
Após decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que considerou a paralisação abusiva e estabeleceu multa diária de R$ 500 mil, os metroviários de São Paulo decidiram pela continuidade da greve em assembleia realizada na tarde deste domingo (8); nova assembleia da categoria está marcada para as 13h desta segunda (9), para avaliar a continuidade do movimento; "Com ou sem greve, poder haver demissões", disse o presidente do sindicato, Altino Melo Prazeres; mais um dia de caos em São Paulo (Foto: Valter Lima)

247 - Mesmo com o Tribunal Regional do Trabalho considerando a greve abusiva e estabelecendo multa diária de R$ 500 mil, os metroviários de São Paulo decidiram pela continuidade da greve em assembleia realizada na tarde deste domingo (8). Uma nova assembleia da categoria está marcada para as 13h desta segunda-feira (9), para avaliar a continuidade da paralisação.

"Com ou sem greve, poder haver demissões. O governador Geraldo Alckmin odeia a gente. Esses caras são financiados por empresas", disse o presidente do sindicato, Altino Melo Prazeres.

Durante a assembleia, quatro pessoas falaram a favor da greve e quatro se pronunciaram contra a greve. A continuidade da greve foi decidida pela maioria das pessoas presentes. A decisão foi estabelecida pela contraste de mãos levantadas. Funcionários que falaram contra a continuidade da greve foram vaiados. 

Há quatro dias em greve, a categoria fechou estações e deixou muitos paulistanos sem transporte público. Os metroviários reivindicavam reajuste de 35,47%. Drante as negociações, o percentual foi reduzido para 16,5% e, na última audiência no TRT, 12,2%. O governo paulista ofereceu inicialmente 5,2%, depois melhorou a proposta para 7,98% até bater o pé em 8,7%, estabelecendo o impasse.

A Justiça decidiu que a paralisação iniciada na quinta-feira (5) é abusiva e estabeleceu multa de R$ 500 mil para cada dia de greve a partir deste domingo. Para os quatro dias parados anteriores ao julgamento, o valor é de R$ 100 mil.

Enquanto o sindicato mantinha piquetes em importantes estações do Metrô paulistano, incluindo a Estação Santa Rosa, onde houve confronto com a Polícia Militar na última sexta-feira (5), o governador Geraldo Alckmin aguardava a decisão de hoje para, se necessário, demitir grevistas e reabrir as estações com o auxílio de força.

Em nota, o Metrô afirmou que respeita a decisão do TRT e cumprirá as determinações da Justiça. A companhia aguarda o retorno imediato dos empregados ao trabalho para que o sistema volte a operar integralmente. Os excessos apurados durante a greve serão tratados em conformidade com os instrumentos internos e a legislação trabalhista.

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