Metrô: guerra política adia operação comercial

A negociação de transferência do metrô de Salvador da prefeitura para o Estado foi o primeiro episódio a registrar a 'amizade' entre o prefeito ACM Neto e o governador Jaques Wagner; agora, porém, o mesmo metrô é motivo de discórdia entre os dois maiores líderes partidários da disputa eleitoral deste ano; operação comercial do metrô deveria começar na próxima segunda-feira, mas, segundo o jornalista Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, a programação só será normalizada em outubro; veja novo episódio do imbróglio

A negociação de transferência do metrô de Salvador da prefeitura para o Estado foi o primeiro episódio a registrar a 'amizade' entre o prefeito ACM Neto e o governador Jaques Wagner; agora, porém, o mesmo metrô é motivo de discórdia entre os dois maiores líderes partidários da disputa eleitoral deste ano; operação comercial do metrô deveria começar na próxima segunda-feira, mas, segundo o jornalista Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, a programação só será normalizada em outubro; veja novo episódio do imbróglio
A negociação de transferência do metrô de Salvador da prefeitura para o Estado foi o primeiro episódio a registrar a 'amizade' entre o prefeito ACM Neto e o governador Jaques Wagner; agora, porém, o mesmo metrô é motivo de discórdia entre os dois maiores líderes partidários da disputa eleitoral deste ano; operação comercial do metrô deveria começar na próxima segunda-feira, mas, segundo o jornalista Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, a programação só será normalizada em outubro; veja novo episódio do imbróglio (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - As negociações de transferência do metrô de Salvador da prefeitura para o Estado foi o primeiro episódio a registrar a 'amizade' entre o prefeito ACM Neto, do DEM; e o governador Jaques Wagner, do PT. Assim que tomou posse do cargo, em janeiro de 2013, ACM afirmou em público que o governo municipal não tinha condição de botar o sistema de transporte em funcionamento e anunciou que ia transferi-lo para o Estado. E assim o fez em maio, quatro meses depois de empossado.

Agora, porém, o mesmo metrô é motivo de discórdia entre os dois maiores líderes partidários da disputa pelo governo do Estado. Há dois meses, vazou informação de que a prefeitura ainda não havia liberado pelo menos cinco alvarás necessários para que o transporte entre em funcionamento pleno, com cobrança de tarifa. A prefeitura confirmou informação e disse que não há perseguição política, pois as pendências da CCR, concessionária que administra o metrô, ainda não as havia sanado.

A operação comercial do metrô deveria começar na próxima segunda-feira (15), mas, segundo o jornalista Levi Vasconcelos, na coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, a programação só será normalizada em outubro. 

E surge mais um capítulo no imbróglio. À coluna, o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano (Sedur), Manoel Ribeiro, afirmou que a Prefeitura de Salvador não cumpriu com parte importante do contrato, o que inviabilizou o início da operação. A responsabilidade da gestão municipal, de acordo com a secretaria, seria implantar linhas alimentadoras com as estações.

Sem tal integração, somente quatro mil pessoas estariam previstas para utilizar o meio de transporte. Ribeiro afirmou, também, que até 15 de outubro algumas linhas metropolitanas (entre Salvador, Simões Filho e Candeias) sofrerão ajustes para que passes nas estações do Retiro e Rótula do Abacaxi e, assim, integrá-las ao metrô.

Para a coluna, o secretário municipal de Transportes (Semut), Fábio Motta, alegou que a integração do sistema requer um acordo entre governo, prefeitura, a operadora do metrô (CCR) e o sindicato das empresas dos ônibus (Setps), o que significaria uma majoração da tarifa.

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