Metroviários dizem que greve ‘depende do governo'

Reunião terminou sem acordo, mas o Sindicato dos Metroviários de São Paulo e empresas voltarão a se encontrar na quarta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho, com expectativa de nova proposta de reajuste; pauta de reivindicações inicial pedia 35,47% de reajuste, incluindo 25,5% de aumento real, mas os sindicalistas consideram satisfatório um índice de pelo menos dois dígitos

Reunião terminou sem acordo, mas o Sindicato dos Metroviários de São Paulo e empresas voltarão a se encontrar na quarta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho, com expectativa de nova proposta de reajuste; pauta de reivindicações inicial pedia 35,47% de reajuste, incluindo 25,5% de aumento real, mas os sindicalistas consideram satisfatório um índice de pelo menos dois dígitos
Reunião terminou sem acordo, mas o Sindicato dos Metroviários de São Paulo e empresas voltarão a se encontrar na quarta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho, com expectativa de nova proposta de reajuste; pauta de reivindicações inicial pedia 35,47% de reajuste, incluindo 25,5% de aumento real, mas os sindicalistas consideram satisfatório um índice de pelo menos dois dígitos (Foto: Roberta Namour)

por Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual
São Paulo – Embora a reunião de ontem (2) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região tenha terminado sem acordo, os representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo saíram com a perspectiva de uma nova proposta, a ser apresentada na próxima quarta-feira (4), no mesmo local. Segundo o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, informou que fará outra proposta na retomada da reunião, marcada para as 11h. Os trabalhadores ameaçam entrar em greve a partir de quinta-feira. Segundo o TRT, a desembargadora Ivani Contini Bramante, que conduziu a reunião ao lado da juíza Patrícia Therezinha de Toledo, pediu "empenho especial" do secretário.

"Houve uma sinalização no sentido de que há uma preocupação do governo de resolver o problema, o que é importante. Mas na prática ainda não avançou", avaliou Altino. Ele lembrou que a categoria não abre mão de um índice de dois dígitos, ou seja, pelo menos 10% de reajuste na data-base (1º de maio), combinado com outros itens da pauta, como vales alimentação e refeição e plano de carreira para as áreas de manutenção e segurança. "Depende mais do governo do que da gente", diz o sindicalista.

Na semana passada, a Companhia do Metropolitano (Metrô) ofereceu 7,8% de reajuste, índice que combina o IPC-Fipe acumulado em 12 meses (5,2%) mais aumento real (acima da inflação). O TRT propôs 9,5% e aumento do vale-alimentação de R$ 247,69 para R$ 379,80, com o que a empresa não havia concordado. A pauta de reivindicações inicial pedia 35,47% de reajuste, incluindo 25,5% de aumento real, mas os sindicalistas consideram satisfatório um índice de pelo menos dois dígitos.

Depois da audiência no TRT, os metroviários têm assembleia marcada para as 18h30, na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste da capital. A greve a partir de quinta-feira já está decretada, mas eles vão avaliar a possível nova proposta. O tribunal também sugeriu que a questão do plano de carreiras fosse tema de uma pauta específica no Núcleo de Conciliação de Conflitos.

Os metroviários esperam uma proposta concreta da empresa para avaliação.

O Metrô e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos ainda não dispunham de informações sobre a reunião realizada hoje no tribunal. Em 2013, a empresa transportou, em média, 3,7 milhões de pessoas em dias úteis.

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