Minas faz grande jogada e ações eleva ações da Cemig e da Light

"Finalmente acontecerá" e uma relação "ganha-ganha"; foi assim que alguns analistas de mercado reagiram ao comunicado divulgado na noite de ontem pela Cemig (CMIG4); o Conselho de Administração da estatal aprovou o início do processo de alienação da totalidade de sua participação na Light (LIGT3), o que leva a controladora a subir 10% e a controlada avançar cerca de 30% na B3 na sessão desta quinta; de acordo com os analistas do Bradesco BBI, "esta é uma grande jogada positiva pelo estado de Minas Gerais", uma vez que aliviará a alta alavancagem da Cemig e, assim, reduzirá o custo de refinanciamento extremamente caro da empresas

"Finalmente acontecerá" e uma relação "ganha-ganha"; foi assim que alguns analistas de mercado reagiram ao comunicado divulgado na noite de ontem pela Cemig (CMIG4); o Conselho de Administração da estatal aprovou o início do processo de alienação da totalidade de sua participação na Light (LIGT3), o que leva a controladora a subir 10% e a controlada avançar cerca de 30% na B3 na sessão desta quinta; de acordo com os analistas do Bradesco BBI, "esta é uma grande jogada positiva pelo estado de Minas Gerais", uma vez que aliviará a alta alavancagem da Cemig e, assim, reduzirá o custo de refinanciamento extremamente caro da empresas
"Finalmente acontecerá" e uma relação "ganha-ganha"; foi assim que alguns analistas de mercado reagiram ao comunicado divulgado na noite de ontem pela Cemig (CMIG4); o Conselho de Administração da estatal aprovou o início do processo de alienação da totalidade de sua participação na Light (LIGT3), o que leva a controladora a subir 10% e a controlada avançar cerca de 30% na B3 na sessão desta quinta; de acordo com os analistas do Bradesco BBI, "esta é uma grande jogada positiva pelo estado de Minas Gerais", uma vez que aliviará a alta alavancagem da Cemig e, assim, reduzirá o custo de refinanciamento extremamente caro da empresas (Foto: Leonardo Lucena)

"Finalmente acontecerá" e uma relação "ganha-ganha". Foi assim que alguns analistas de mercado reagiram ao comunicado divulgado na noite de ontem pela Cemig (CMIG4). Depois de muita resistência, o Conselho de Administração da estatal mineira aprovou o início do processo de alienação da totalidade de sua participação na Light (LIGT3), o que leva a controladora a subir 10% e a controlada avançar cerca de 30% na B3 na sessão desta quinta.

A notícia foi bastante recebida pelo mercado, que já faz as suas projeções sobre qual é o impacto da venda da Light para o estado mineiro e também sobre as operações da Cemig, levando a diversas mudanças de recomendações. O Bradesco BBI, por exemplo, elevou a recomendação das duas empresas de energia para outperform (desempenho acima da média do mercado), enquanto o Morgan Stanley elevou a recomendação de Cemig de underweight para overweight, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 8,50 para R$ 9,50.

De acordo com os analistas do Bradesco BBI, "esta é uma grande jogada positiva pelo estado de Minas Gerais", uma vez que aliviará a alta alavancagem da Cemig e, assim, reduzirá o custo de refinanciamento extremamente caro da empresa. Atualmente, a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) é de 4,7 vezes e a empresa deve rolar R$ 10 bilhões de dívida nos próximos 18 meses.

Já os analistas do BTG Pactual classificaram que esta é uma ótima notícia principalmente após o Cemig Day, quando foi sinalizado que a empresa poderia vender apenas os ativos de geração da companhia, levando a uma forte queda dos papéis da Light na época, uma vez que essa operação geraria impostos relevantes sobre os ganhos de capital. "Porém, com um desinvestimento, o cenário é muito mais brilhante", afirmam os analistas.

Como se dará o processo?

Mesmo sem detalhes sobre o processo, os analistas apontam os possíveis candidatos à compra dos ativos da Light. Os analistas do Bank of America Merrill Lynch Murilo Freiberger e Arthur Pereira ressaltam que, dado que a Cemig detém uma posição de controle na Light, a empresa buscará um comprador estratégico disposto a pagar um prêmio por ativos de distribuição no Brasil e provavelmente não venderá suas ações no mercado.

Neste sentido, BTG, BofA e Bradesco BBI apontam que tanto a italiana Enel quanto a brasileira Equatorial (EQTL3) são candidatos potenciais. A Equatorial, porque já demonstrou interesse no passado; e a Enel, porque já opera seu vizinho Concessão Ampla Energia.

E como se dará o desinvestimento total da Cemig? O Bradesco BBI acredita em uma venda bastante rápida de ativos e destaca mais vendas além da Light, avaliados por eles como de alta qualidade e líquidos: i) a participação de 19% na Taesa (TAEE11), que provavelmente virá ao mercado, uma vez que não faz parte do bloco de controle; ii) 100% da unidade de telecomunicações, que é bastante pequena e cuja venda não depende de mudanças na legislação do estado; e iii) a participação de 52% da Light, que, após a revisão tarifária no primeiro trimestre de 2017, apresentou uma mudança positiva significativa em seu perfil de fluxo de caixa, podendo atrair empresas que buscam consolidar os ativos de distribuição do Brasil (ENEL, Energisa, Equatorial, EDP e/ou State Grid).

"Observamos que, embora o plano de alienação da Cemig também inclua muitos outros negócios não essenciais, os consideramos menos líquidos (como Santo Antônio, Belo Monte, Gasmig, entre outros.) e, portanto, não os incluímos como fontes potenciais de redução da dívida de curto prazo", aponta o Bradesco BBI.

Bom para Cemig, melhor ainda para a Light...

Enquanto a Cemig sobe quase 10% na bolsa, a Light tem um desempenho cerca de três vezes superior, com os analistas fazendo as suas avaliações de quanto a companhia poderá valer na venda. Segundo aponta o Bradesco BBI, a venda do controle pode beneficiar os acionistas minoritários da Light uma vez que há um grande interesse de diversas companhias em consolidar ativos de distribuição no Brasil. Vale ressaltar ainda que os acionistas da Light possuem direito de tag-along (isto é, o direito dos sócios minoritários receberam as mesmas condições do controlador em caso de venda) de 100%.

De acordo com os analistas do Bradesco BBI, o preço atual da ação parece estar bastante depreciado, com um valuation implícito da distribuidora da Light em 0,83 vez entre EV/RAB (EV = enterprise value, ou "valor de mercado + dívida líquida"; RAB = base de ativos regulatórios) versus distribuidoras privadas, como de Equatorial e Energisa, negociando acima de 1,5 vez. Os analistas do banco traçam um cenário apontando que o valor de caixa básico para 2018 é de R$ 5,9 bilhões ou R$ 29,00 por ação. Por outro lado, isso pode ser conservador, uma vez que as reduções no hiato da taxa de perda ou opex poderiam justificar níveis mais altos e o valor total do equity atual da Light chegaria a R$ 39 por ação.

Já o BTG Pactual aponta para um cenário em que a Light seria vendida a um múltiplo de 1 vez o EV/RAB, o que levaria a Light a valer R$ 32,00. "Se a Light ficar com a Equatorial, poderíamos ver um potencial de valorização adicional uma vez que a companhia traria sua experiência de atuação em outros ativos complicados.

"Como nosso preço-alvo para a Light já implica um múltiplo de 1 vez o EV/RAB, o impacto inicial para a Cemig seria neutro, mas como a indicação é de que a empresa está agora fazendo esforços para vender ativos, este deve ser um gatilho positivo", afirma o BTG.

Sobre a Cemig, o BofA aponta que a companhia sinaliza, além da redução da dívida, algo mais importante: o compromisso da nova administração em mudar a situação financeira desafiadora da empresa. A venda da Light é um passo positivo, mas a Cemig ainda teria R$ 6 bilhões em dívidas para equacionar nos próximos 18 meses. Assim, como já destacado acima, os próximos movimentos poderiam ser a venda das ações da Taesa (valor de cerca de R$ 1,4 bilhão), a Cemig Telecom e a Gasmig. Além disso, a empresa pretende emitir US$ 1,5 bilhão em eurobonds e executar uma reestruturação completa do seu perfil de dívida.

"Compreendemos o ceticismo dos investidores sobre a capacidade de execução da Cemig, dada a escassa melhoria do balanço nos últimos anos", afirmam os analistas. Porém, a decisão da última quarta, combinada a uma venda de ativos mais viável e a rolagem de dívida podem mudar o cenário, levando o BofA a manter a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 11,50.

Assim, mais que uma venda de ativos, o comunicado da Cemig mostrou uma mudança bastante importante da companhia, aumentando a confiança do mercado em uma ação desacreditada. Já os acionistas minoritários da Light podem ganhar e muito com a venda da companhia. Assim, pelo menos num primeiro momento, há uma grande esperança de desfecho feliz para a longa saga das duas companhias.

 

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