Missa comemora Dia das Baianas no Pelourinho

Paramentadas com seus trajes e adereços típicos, as Baianas de Acarajé vão comemorar seu dia, nesta terça-feira, com uma missa na Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, marcada para as 10h; desde 2005, as baianas, que são um dos principais ícones da cultura brasileira, têm o ofício tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

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Carnaval 2013_Cruz Ca�da_Camarote das Baianas_ (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Paramentadas com seus trajes e adereços típicos, as Baianas de Acarajé vão comemorar seu dia, nesta terça-feira (25), com uma missa na Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, marcada para as 10h. Desde 2005, as baianas, que são um dos principais ícones da cultura brasileira, têm o ofício tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com a Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam), a estimativa é que cerca de três mil profissionais atuem hoje somente na cidade de Salvador.

"No momento estamos fazendo um mapeamento para saber qual é o número real de baianas que existem na cidade, pois nem todas que trabalham na cidade fazem parte da associação", explica a presidente da Abam, Rita Santos. Ela ressalta que hoje o ofício está disseminado por todo o país. Entre os mais seis mil associação da Abam estão profissionais que atuam em cidades como Fortaleza, Rio de janeiro, Recife, São Paulo e Porto Alegre.

História

Iniciada no período da escravidão, a venda do acarajé acontecia somente à noite por mulheres. Como escravas ou libertas, elas circulavam pelas ruas da cidade oferecendo o produto em cestos. Essa forma de comercializar o produto durou até a primeira metade do século XX. Até esse período, o bolinho ainda era vendido só com pimenta. Com os primeiros tabuleiros abancados vieram os recheios que conhecemos hoje (vatapá, camarão, salada e caruru).

Além de alimento e cultura, o acarajé também é a principal fonte de subsistência para as três mil famílias de baianos e baianos que abancam seus tabuleiros por toda Salvador. Em geral, as bancas ou tabuleiros são passados de uma geração a outra, assim como crença nos orixás cultuados nos terreiros de candomblé. Tanta tradição levou o ofício de baiana de acarajé a ser declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan.

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