Mitidieri: “reformas são necessárias, mas não podem prejudicar trabalhadores”

Para o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), o governo Michel Temer "vem errando na medida"; "Essa Reforma da Previdência prejudica e muito o trabalhador e isso a gente do Congresso Nacional tem que evitar", afirma

Para o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), o governo Michel Temer "vem errando na medida"; "Essa Reforma da Previdência prejudica e muito o trabalhador e isso a gente do Congresso Nacional tem que evitar", afirma
Para o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), o governo Michel Temer "vem errando na medida"; "Essa Reforma da Previdência prejudica e muito o trabalhador e isso a gente do Congresso Nacional tem que evitar", afirma (Foto: Gisele Federicce)

O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) externou sua preocupação com as reformas que estão sendo propostas pelo governo Michel Temer. Para Mitidieri, as reformas precisam acontecer, mas precisam ser modificadas para evitar que findem prejudicando os trabalhadores.

O parlamentar disse que "estamos vivendo um ano difícil com as reformas que o governo tenta implementar. Tem a reforma trabalhista e a tributária, por exemplo, que são necessárias sim, mas o problema é que o governo vem errando na medida. Essa Reforma da Previdência prejudica e muito o trabalhador e isso a gente do Congresso Nacional tem que evitar".

Mitidieri citou o caso das pensões, onde atualmente quando o filho chega a maioridade, o benefício dele retorna para a titular da pensão. "Pela proposta do governo, quando o filho chegar à maioridade, perde-se de vez este benefício. Sem contar que a pensão não será indexada ao salário mínimo, mas à inflação. Assim, em 10 anos, a pessoa estará recebendo meio salário mínimo de pensão. E isso é um prejuízo muito grande".

Mitidieri deu outro exemplo, agora sobre os casos onde as mães têm filhos deficientes físicos. "Só sabe quem passa por isso. São duas vidas dedicadas: a da criança e a da mãe. Elas ganham o auxílio de um salário mínimo e estão querendo acabar com isso. É uma Reforma danosa ao trabalhador. Querem impor a idade mínima de 65 anos para a pessoa se aposentar e 25 anos de contribuição. Mas a pessoa só leva 76% dos benefícios da aposentadoria. Para ter a integralidade vai ter que contribuir por 49 anos, ou seja, vai morrer trabalhando".

O deputado federal explicou ainda que a Câmara terá um papel decisivo refazendo a proposta do Executivo, mas reconhecendo que o acúmulo de benefícios é errado de deve ser cortado. "Agora tem que ter muito cuidado para não errar a mão e carregar demais para a parte mais fraca. Tem um presidente impopular que não se ajuda!".

"Quando ele diz que só reclama quem ganha muito, ele faz pouco caso dos trabalhadores. O Ministro da Fazenda (Henrique Meireles) fez uma reunião e disse aos deputados que não vai ter mais dinheiro para emenda de quem não votar a favor do governo. Eu já disse que pode cotar minhas emendas, mas não vai ter meu voto de jeito algum. Voto sim no que é menos danoso e mais necessário. A Reforma pode ser um grande avanço do ponto de vista financeiro, mas do ponto de vista social, será trágica", alertou o deputado.

André Moura

Questionado sobre a liderança do governo Temer, no Congresso Nacional, pelo também deputado André Moura IPSC), Mitidieri disse que mantém o diálogo normal e básico com o colega de bancada, mesmo porque estão em agrupamentos diferentes. "Essa liderança não altera em nada para a bancada. É importante para Sergipe porque é um cargo de referência. Mas a nossa relação segue a mesma! Nem aumentou e nem piorou. Para o meu povo não mudou nada".

Já sobre a decisão do governador Jackson Barreto (PMDB) de buscar André Moura, como líder do Congresso, Mitidieri acha que é importante sim para o Estado. "JB é o governador do Estado e tem demandas que muitas vezes, o fato de André ser o líder do governo, ele pode agilizar e aumentar a cobrança e o acompanhamento. Mas o dinheiro não vai chegar porque ele é o líder. Se fosse só isso ia continuar faltando. Mas o momento de divergências já passou. Passou a eleição, nós temos que unir forças e se você tem uma força diferente da minha, ela tem que ser usada de alguma maneira para atender aos sergipanos".

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