Morte de Chávez causa novo atraso na Renest

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou que a morte do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, atrasou, mais uma vez, a assinatura da parceria entre a estatal brasileira e venezuelana, PDVSA, para tocarem juntas as obras da refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; o empreendimento, com 70% de conclusão, está orçado em US$ 20,1 bilhões e terá a primeira etapa da construção finalizada em novembro de 2014, um atraso de quatro anos

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PE247 – A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou que a morte do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, atrasou, mais uma vez, a assinatura da parceria entre a estatal brasileira e venezuelana, PDVSA, para tocarem juntas as obras da refinaria Abreu e Lima (Rnest), que está sendo construída no Complexo Industrial Portuário de Suape, Ipojuca, Grande Recife. O empreendimento, com 70% de conclusão, está orçado em US$ 20,1 bilhões e terá a primeira etapa da construção finalizada em novembro de 2014, um atraso de quatro anos.

A parceria foi anunciada pelo ex-presidente Lula (PT), em 2006, mas a PDVSA nunca deu garantias de que faria uma sociedade com a Petrobrás. Conforme o “acordo”, a estatal venezuelana assumiria 40% do empréstimo de R$ 10 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à estatal brasileira, que ficará com 60% do empreendimento.

O prazo para que a PDVSA apresentasse garantias de que o acordo sairia do papel terminou no dia 28 de fevereiro. Agora, não há sinais de quando a presidente da Petrobrás, Graça Foster, vai se encontrar com a Presidência da estatal venezuelana. Já se cogitou que o pagamento da PDVSA fosse feito em óleo cru e não em dinheiro, porém trata-se de uma possibilidade remota. De qualquer forma, existe, ainda, a possibilidade de a estatal ter uma participação menor na refinaria do que a prevista inicialmente.

A Rnest terá capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia, sendo 115 mil quando a primeira fase estiver pronta, em novembro do ano que vem, e os outros 115 mil a partir de maio do ano seguinte. Esta será a primeira refinaria construída pela Petrobrás após 33 anos sem construir uma unidade para o refino de petróleo.

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