Movimentos sociais pressionam Câmara contra o golpe

Diversas centrais sindicais, comandadas pela Central única dos Trabalhadores (CUT), além de movimentos sociais, estão preparando uma carta para ser entregue ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), para que ele se posicione de forma contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Câmara é vice-presidente nacional do PSB e a legenda anunciou que irá votar pelo afastamento da presidente; "Respeito à história de Miguel Arraes de Alencar, a história do partido. Não pode ficar nessa postura contraditória e vergonhosa que está conivente com o golpe", cobrou o presidente da CUT, Carlos Veras

Governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB)
Governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - Diversas centrais sindicais, comandadas pela Central única dos Trabalhadores (CUT), além de movimentos sociais, estão preparando uma carta para ser entregue ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), a se posicionar de forma contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Câmara é vice-presidente nacional do PSB e a legenda anunciou, nesta semana, que irá votar pelo afastamento da presidente.

"Respeito à história de Miguel Arraes de Alencar, a história do partido. Não pode ficar nessa postura contraditória e vergonhosa que está conivente com o golpe", cobrou o presidente da CUT, Carlos Veras. Segundo ele, os movimentos estão tentando agendar uma reunião com o o governador, mas caso isso não seja viabilizado, uma caminhada até o Palácio do Campo das Princesas deverá ser realizada.

Veras destaca que a postura de Câmara mudou ao longo do processo de impeachment. No início, o PSB optou por se manter aparentemente neutro, mas nesta semana o partido decidiu apoiar a abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados. "Então vamos fazer uma cobrança pública para que ele mude de posição ou volte a sua posição originária" afirmou Veras.

"Ele está no mesmo palácio que foi tão honrado pela coragem e altivez do Doutor Arraes [ex-governador Miguel Arraes], que recusou¬-se a renunciar e botou vice no lugar dele", lembrou o presidente do PT em Pernambuco, Bruno Ribeiro.

O PSB rompeu uma aliança histórica com o PT em setembro de 2013, quando lançou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido em um acidente aéreo, à Presidência da República. Com a morte de Campos, o partido lançou a ex-senadora Marina Silva ao cargo e apoiou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições presidenciais.

 

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