MP-AC solicita à Justiça que goleiro Bruno use tornozeleira eletrônica

O Ministério Público do Acre (MP-AC) encaminhou um pedido ao Judiciário do estado, para que o goleiro do Rio Branco-AC, Bruno Fernandes, de 35 anos, use tornozeleira eletrônica, inclusive em partidas de futebol e em treinamentos

Goleiro Bruno pode precisar usar tornozeleira eletrônica durante passagem pelo Rio Branco-AC
Goleiro Bruno pode precisar usar tornozeleira eletrônica durante passagem pelo Rio Branco-AC (Foto: Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
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247 - O Ministério Público do Acre (MPAC) encaminhou um pedido ao Judiciário do estado neste domingo (2), para que o goleiro do Rio Branco-AC, Bruno Fernandes, de 35 anos, use tornozeleira eletrônica durante cumprimento da pena no regime semiaberto. Quem formalizou a solicitação foi o promotor de justiça Tales Fonseca Tranin, da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio.

O goleiro foi condenado em março de 2013 pelo homicídio triplamente qualificado da sua então mulher, Eliza Samudio, pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele ganhou direito ao benefício em 2019, após ter cumprido o tempo necessário para progressão da pena, conforme está previsto na Lei de Execuções Penais.

"Aqui a regra é que todo reeducando que está no regime semiaberto use a tornozeleira eletrônica. Não seria diferente. Está aqui no estado cumprindo semiaberto, porquê não seria? Vale para todos", disse Tranin. "Salvo engano, o processo do Bruno não veio nem do Rio de Janeiro ainda, eles iam pedir o processo. Ele tava cumprindo lá, e onde o reeducando vai, o processo vai atrás", acrescentou. O relato foi publicado portal G1

Se a Justiça acatar o pedido, o goleiro terá de usar a tornozeleira de monitoramento também durante as partidas de futebol e os treinamentos. O Rio Branco-AC será responsável pela compra de um novo equipamento, se houver danos no aparelho.

"Como o Bruno é a profissão dele, eu tô pedindo para que o Rio Branco-AC, que é o empregador, arque com os custos se houver os danos. Porque também não é justo o estado ficar pagando a tornozeleira toda vez que estragar, porque vai ficar levando porrada de bola. O pedido é esse", afirmou.

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