MP vai investigar ração humana de Doria

O Ministério Público de São Paulo abriu nesta quinta-feira, (19), um procedimento de acompanhamento (PAC) da proposta da Prefeitura de São Paulo de distribuir a "farinata" em instituições públicas; a ideia é investigar se o composto alimentar, produzido com alimentos próximos ao vencimento, pode produzir algum malefício para os alunos da rede pública municipal; se o produto tiver aprovação, o procedimento será arquivado; mas se algum malefício for constatado, haverá medida judicial para que o produto seja retirado e tenha a distribuição encerrada

O Ministério Público de São Paulo abriu nesta quinta-feira, (19), um procedimento de acompanhamento (PAC) da proposta da Prefeitura de São Paulo de distribuir a "farinata" em instituições públicas; a ideia é investigar se o composto alimentar, produzido com alimentos próximos ao vencimento, pode produzir algum malefício para os alunos da rede pública municipal; se o produto tiver aprovação, o procedimento será arquivado; mas se algum malefício for constatado, haverá medida judicial para que o produto seja retirado e tenha a distribuição encerrada
O Ministério Público de São Paulo abriu nesta quinta-feira, (19), um procedimento de acompanhamento (PAC) da proposta da Prefeitura de São Paulo de distribuir a "farinata" em instituições públicas; a ideia é investigar se o composto alimentar, produzido com alimentos próximos ao vencimento, pode produzir algum malefício para os alunos da rede pública municipal; se o produto tiver aprovação, o procedimento será arquivado; mas se algum malefício for constatado, haverá medida judicial para que o produto seja retirado e tenha a distribuição encerrada (Foto: Charles Nisz)

SP 247 - O Ministério Público de São Paulo abriu nesta quinta-feira, (19), um procedimento de acompanhamento (PAC) da proposta da Prefeitura de São Paulo de distribuir a "farinata" em instituições públicas. Segundo o prefeito João Doria (PSDB), o composto alimentar, produzido a partir de alimentos próximos da data de vencimento, será distribuído em escolas a partir deste mês. 

Aberto pelo promotor de Direitos Humanos José Carlos Bonilha, o pedido vai notificar as instituições envolvidas até sexta-feira, 20. Segundo o promotor, a proposta é "prestar os esclarecimentos necessários" e verificar o valor nutricional do produto, visto que as posições da Prefeitura e do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo - crítico da proposta - são divergentes.

"É dever do Ministério Público zelar pela segurança alimentar da população. Nesse momento a gente precisa entender melhor o que está acontecendo", diz. De acordo com Bonilha, a documentação técnica que embasa o valor nutricional do produto será solicitada. Além disso, amostras serão encaminhadas para análise de técnicos do Ministério Público. "Entrar com ação agora é precipitado, pois não temos certeza se o produto causa malefícios", argumenta.

Segundo o promotor, o intuito é ter um embasamento científico sobre o produto. Se o produto tiver aprovação, o procedimento será arquivado. Se algum malefício for constatado, haverá medida judicial para que o produto seja retirado e tenha a distribuição encerrada. Bonilha destaca ainda que o procedimento de acompanhamento se refere apenas à segurança alimentar do produto, pois demais possíveis questionamentos, como a oferta do produto exclusivamente na merenda, ou supostos  problemas com licitação, se referem a promotorias de outras especialidades.

Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que  "todas as informações solicitadas pelo Ministério Público ou qualquer outro órgão de controle acerca da política de combate ao desperdício de alimentos serão prontamente fornecidas".

 

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