MPCE rebate acusações do deputado Capitão Wagner

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) divulgou Nota Oficial repudiando afirmações feitas em pronunciamento na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Capitão Wagner, acusando o MPCE de participar, através de um de seus membros, de um suposto acordo "entre o Estado e organizações criminosas para fazer cessar atos de vandalismo". Na nota o MPCE diz que a acusação é leviana e irresponsável

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) divulgou Nota Oficial repudiando afirmações feitas em pronunciamento na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Capitão Wagner, acusando o MPCE de participar, através de um de seus membros, de um suposto acordo "entre o Estado e organizações criminosas para fazer cessar atos de vandalismo". Na nota o MPCE diz que a acusação é leviana e irresponsável
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) divulgou Nota Oficial repudiando afirmações feitas em pronunciamento na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Capitão Wagner, acusando o MPCE de participar, através de um de seus membros, de um suposto acordo "entre o Estado e organizações criminosas para fazer cessar atos de vandalismo". Na nota o MPCE diz que a acusação é leviana e irresponsável (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - Em pronunciamento ontem (15), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Capitão Wagner teria acusado o Ministério Público do Ceará de participar, através de um de seus membros, de um suposto acordo "entre o Estado e organizações criminosas para fazer cessar atos de vandalismo". Em Nota Oficial, o MPCE repudiou as acusações, considerando a acusação como leviana e irresponsável.

Em sua página no Facebook o deputado repercutiu o seu pronunciamento. "A informação que temos, de dentro da Polícia Civil e da Secretaria de Justiça, é que o atentado que houve contra dois agentes penitenciários, em dezembro de 2017, ocorreu por conta de um acordo que foi celebrado entre o Governo do Estado, representado pela promotora Josiane, membro do Ministério Público e filha da secretária de Justiça, Socorro França, e traficantes, para que parassem os ataques a ônibus que vinham ocorrendo em Fortaleza, e esse acordo não teria sido cumprido por parte do Estado, por conta disso atacaram a agente penitenciária Socorro Matias e seu esposo, também agente penitenciário, achando que ela seria a secretária Socorro França, mãe da “patroa”, como foi chamada a promotora Josiane. Por conta disso, a investigação do caso não foi levada adiante. Denunciei esse fato hoje na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará".

Confira a íntegra da Nota Oficial do MPCE:

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) vem a público, em face do discurso proferido pelo Deputado Estadual Capitão Wagner na manhã de hoje (15/02) no Plenário da Assembleia Legislativa, repudiar veementemente a afirmação de que um de seus membros teria intermediado um suposto acordo entre o Estado e organizações criminosas para fazer cessar atos de vandalismo.

Ao longo dos anos a Instituição, através dos seus órgãos de inteligência e de execução, sobretudo do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), tem combatido enérgica e intransigentemente as ações do crime organizado, sendo absolutamente leviano e irresponsável afirmar que um dos seus representantes viesse a negociar com membros de facções, sob quaisquer pretextos e em quaisquer circunstâncias.

O MPCE reitera que suas ações continuarão sendo pautadas unicamente pela legalidade e pela defesa dos interesses da sociedade cearense.

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