MPF: carta critica vazamento de informações

Uma carta encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questiona os rumos dados a comunicação institucional do Ministério Público Federal (MPF), a contratação da empresa Oficina da Palavra e o vazamento seletivo de informações para alguns veículos de comunicação sobre pessoas investigadas na Operação Lava Jato; servidores do MPF perguntam, ainda, no documento, qual a estratégia do órgão?

Uma carta encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questiona os rumos dados a comunicação institucional do Ministério Público Federal (MPF), a contratação da empresa Oficina da Palavra e o vazamento seletivo de informações para alguns veículos de comunicação sobre pessoas investigadas na Operação Lava Jato; servidores do MPF perguntam, ainda, no documento, qual a estratégia do órgão?
Uma carta encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questiona os rumos dados a comunicação institucional do Ministério Público Federal (MPF), a contratação da empresa Oficina da Palavra e o vazamento seletivo de informações para alguns veículos de comunicação sobre pessoas investigadas na Operação Lava Jato; servidores do MPF perguntam, ainda, no documento, qual a estratégia do órgão? (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 – Em março deste ano, um grupo de servidores do Ministério Público Federal subscreveu e encaminhou uma carta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na qual é revelada uma inquietação com os rumos dados a comunicação institucional e a imagem do MPF. Na carta, os servidores revelam que, em conversa com o procurador-geral, em dezembro do ano passado, foi manifestada preocupação com a contratação da empresa de comunicação Oficina da Palavra.

Eles revelam, também, perplexidade “como descontrole sobre as informações decorrentes da Operação Lava Jato que redundaram em vazamentos e colocam, segundo a imprensa, em dúvida a legitimidade da atuação institucional e dão margem a questionamentos acerca do tratamento diferenciado que se tem concedido a determinadas empresas de comunicação”.

Lembram, ainda, que durante os trabalhos do “Mensalão”- portanto, antes da contratação da empresa Oficina da Palavra -, não houve “vazamento nem a imagem institucional foi denegrida como está acontecendo no momento”.

Em seguida, uma série de questionamentos a estratégia escolhida por Rodrigo Janot é feita: como a opção de dar acesso a informações sensíveis a uma empresa privada que visa o lucro, o vazamento de informações, fornecer informações em off e privilegiar veículos de comunicação e, entre outras, desprestigiar a comunicação pública e substituí-la por barganhas e estratégias próprias da comunicação mercadológica a fim de conseguir capas de jornais e destaque em Jornal Nacional.

Leia abaixo a carta subscrita por servidores do MPF que foi encaminhada ao procurador-geral Rodrigo Janot:


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