MPF reabre investigações do caso Vladimir Herzog

Segundo o procurador Sergio Suiama, convidado pelo Centro de Justiça e Direito Internacional (Cejil) para atuar como perito na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, "esse caso é atípico em relação aos outros que envolveram mortos e desaparecidos porque houve um inquérito militar, ainda que tenha sido montado uma farsa de modo que parecesse suicídio"

MPF reabre investigações do caso Vladimir Herzog
MPF reabre investigações do caso Vladimir Herzog
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

SP 247 - O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) reabriu as investigações do caso Vladimir Herzog, jornalista torturado e morto em 1975, aos 38 anos. O inquérito foi retomado depois que a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos condenou o Estado brasileiro, que não pode mais invocar nem a existência da prescrição, nem a aplicação do princípio da lei de anistia, para investigar e punir os responsáveis.

De acordo com o procurador Sergio Suiama, convidado pelo Centro de Justiça e Direito Internacional (Cejil) para atuar como perito na Corte, "esse caso é atípico em relação aos outros que envolveram mortos e desaparecidos porque houve um inquérito militar, ainda que tenha sido montado uma farsa de modo que parecesse suicídio". "Houve um inquérito para justificar o que houve, ou seja, deixaram rastros que facilitam o trabalho do Ministério Público", disse o procurador em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30).

Após a decisão, o ministério dos Direitos Humanos se comprometeu a aprofundar as investigações sobre Herzog. "Consideramos que a sentença da Corte IDH, ainda que condenatória ao Estado brasileiro, representa uma oportunidade para reforçar e aprimorar a política nacional de enfrentamento à tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, assim como em relação à investigação, processamento e punição dos responsáveis pelo delito", diz nota do ministério.

 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247