MST encerra mobilização e doa alimentos para Escola

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerrou a  sua mobilização em Porto Alegre com a doação de alimentos para a Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Anhetengua, em Porto Alegre; maioria dos alimentos doados, como arroz, feijão, milho verde, moranga, batatinha, tomate, cebola, batata-doce, mandioca, bolachas, cucas e pães, é produzida sem o uso de venenos nos assentamentos

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerrou a  sua mobilização em Porto Alegre com a doação de alimentos para a Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Anhetengua, em Porto Alegre; maioria dos alimentos doados, como arroz, feijão, milho verde, moranga, batatinha, tomate, cebola, batata-doce, mandioca, bolachas, cucas e pães, é produzida sem o uso de venenos nos assentamentos
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerrou a  sua mobilização em Porto Alegre com a doação de alimentos para a Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Anhetengua, em Porto Alegre; maioria dos alimentos doados, como arroz, feijão, milho verde, moranga, batatinha, tomate, cebola, batata-doce, mandioca, bolachas, cucas e pães, é produzida sem o uso de venenos nos assentamentos (Foto: Voney Malta)

Rio Grande do Sul 247 - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doou nesta quarta-feira (19) aproximadamente 400 quilos de alimentos para a Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Anhetengua, localizada no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A maioria dos alimentos doados, como arroz, feijão, milho verde, moranga, batatinha, tomate, cebola, batata-doce, mandioca, bolachas, cucas e pães, é produzida sem o uso de venenos nos assentamentos onde moram parte das famílias que ocupavam, até a metade da tarde de hoje, os pátios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Fazenda. Os Sem Terra, que protestavam pela retomada da Reforma Agrária no país, também doaram açúcar, azeite e produtos de limpeza.


“Quando soubemos que a escola estava com dificuldades de garantir as refeições dos estudantes, nos articulamos com os assentados que vieram a Porto Alegre de todas as regiões do estado para fazermos a doação de alimentos, num gesto simbólico de que a luta pela terra é de todos nós”, explica a assentada Eliane Risse.

Construída em 2004, a escola está situada na Aldeia Anhetengua, onde moram 20 famílias guaranis – cerca de 80 pessoas –, numa área total de 25 hectares. Ela possui hoje 40 alunos matriculados no ensino fundamental e 11 no ensino médio. Para atender esta demanda há oito educadores, sendo quatro indígenas, e duas funcionárias, também indígenas, responsáveis pela limpeza e a merenda escolar. As aulas acontecem nos três turnos e quatro refeições são preparadas ao dia.


Conforme o cacique José Cirilo Morinico, que recebeu a doação junto a outros guaranis, os alimentos vão enriquecer a merenda escolar das crianças e jovens, já que o valor repassado atualmente pelo governo para a refeição de cada educando é insuficiente, o que compromete a quantidade, a qualidade e a diversidade da alimentação. “Ficamos muito felizes com a doação, porque para nós ela representa uma ajuda grandiosa.


Agradecemos pela solidariedade e reforçamos que os indígenas estão juntos com o MST nas lutas por direitos e a produtividade das terras”, declara.


Segundo Morinico, as famílias, que há 25 anos vivem no local, estão sem receber cestas básicas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a presidência da República, no ano passado. Ele alega que a área que possuem para produzir alimentos é de terra fraca, o que compromete a produtividade. Mesmo assim, conseguem cultivar alguns itens, como batata-doce e mandioca. “Passamos por dificuldades porque o governo golpista está reduzindo todos os nossos direitos e fazendo um corte atrás de outro nas políticas públicas”, lamenta.

 

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