MST paralisa obras do Canal do Sertão

Cerca de 800 trabalhadores no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueiam o acesso ao canteiro de obras do Canal do Sertão, em Alagoas. "Na propaganda do governo, consta a informação de que a água já está sendo distribuída. No quilômetro 65, talvez esteja, mas num raio muito mais próximo, à beira do canal, centenas de famílias ainda não tiveram acesso", afirma Débora Nunes, da coordenação nacional do MST. Ela denuncia, ainda, que o governo Vilela (PSDB) prometeu o início das obras para o mês de março deste ano, o que ainda não ocorreu. Ocupações também ocorrem em Maceió

Cerca de 800 trabalhadores no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueiam o acesso ao canteiro de obras do Canal do Sertão, em Alagoas. "Na propaganda do governo, consta a informação de que a água já está sendo distribuída. No quilômetro 65, talvez esteja, mas num raio muito mais próximo, à beira do canal, centenas de famílias ainda não tiveram acesso", afirma Débora Nunes, da coordenação nacional do MST. Ela denuncia, ainda, que o governo Vilela (PSDB) prometeu o início das obras para o mês de março deste ano, o que ainda não ocorreu. Ocupações também ocorrem em Maceió
Cerca de 800 trabalhadores no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueiam o acesso ao canteiro de obras do Canal do Sertão, em Alagoas. "Na propaganda do governo, consta a informação de que a água já está sendo distribuída. No quilômetro 65, talvez esteja, mas num raio muito mais próximo, à beira do canal, centenas de famílias ainda não tiveram acesso", afirma Débora Nunes, da coordenação nacional do MST. Ela denuncia, ainda, que o governo Vilela (PSDB) prometeu o início das obras para o mês de março deste ano, o que ainda não ocorreu. Ocupações também ocorrem em Maceió (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Cerca de 800 trabalhadores organizados no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueiam, desde a manhã desta terça-feira (15), o acesso ao canteiro de obras do Canal do Sertão de Alagoas, no município de Inhapi (distante cerca de 270 km de Maceió). A obra, que integra o projeto de Transposição do Rio São Francisco, vem sendo questionada pelos trabalhadores, que ainda não tiveram acesso à água prometida pelo governo estadual.

"Na propaganda do governo, consta a informação de que a água já está sendo distribuída. No quilômetro 65, talvez esteja, mas num raio muito mais próximo, à beira do canal, centenas de famílias ainda não tiveram acesso ao bem fundamental da vida", afirma Débora Nunes, da coordenação nacional do MST.

Ela denuncia, ainda, que o governo Vilela prometeu o início das obras para o mês de março deste ano, o que ainda não ocorreu.

A mobilização se junta a diversas movimentações em todo o território alagoano, na Jornada Nacional de Lutas de Abril, em memória aos 21 trabalhadores assassinados em 1996, no internacionalmente conhecido Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no Pará. Além do bloqueio do canteiro de obras do Canal do Sertão, os trabalhadores ocuparam, nessa segunda-feira, a sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-AL), em Maceió, e as prefeituras de Olho D'Água do Casado, Pão de Açúcar e Flexeiras.

Em Maceió, foi erguido um acampamento com cerca de 1 mil sem terra, que participarão de atividades na capital, onde os trabalhadores rurais apresentam extensa pauta da reivindicações, como a destinação das terras do antigo banco estadual Produban para fins de reforma agrária, além de pautas estruturais e do próprio debate sobre o uso da água do Canal do Sertão.

Nas mobilizações locais e também no Incra, em Maceió, o MST busca melhorias para os assentamentos, como estradas, demarcações topográficas, regularização de assentados, entre outras. No Alto Sertão, os trabalhadores prometem permanecer com a ocupação do Canal até que o governo estadual sinalize com uma solução aos problemas relatados.

E em apoio às mobilizações, foi realizado, na Universidade Federal de Alagoas, no Polo de Palmeira dos Índios, a 1ª Jornada Universitária pela Reforma Agrária. O debate, ocorrido nessa segunda-feira, contou com a presença de professores universitários e lideranças dos movimentos Sem Terra e indígena da região.

Com gazetaweb.com e assessoria

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