MST repudia exoneração de superintendente do Incra/SE

A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Sergipe emitiu nota nesta sexta (1º) em repúdio à exoneração do superintendente do Incra no Estado, André Ferreira Bomfim, realizada pelo governo interino de Michel Temer;  "O Incra Sergipe nunca foi uma indicação política, mas uma indicação a partir de compromissos com os movimentos sociais e a questão da Reforma Agrária", diz o documento; "As medidas adotadas por esse governo interino, ilegítimo, em pouco mais de um mês já mostram o retrocesso, a exemplo do fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário", critica

A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Sergipe emitiu nota nesta sexta (1º) em repúdio à exoneração do superintendente do Incra no Estado, André Ferreira Bomfim, realizada pelo governo interino de Michel Temer;  "O Incra Sergipe nunca foi uma indicação política, mas uma indicação a partir de compromissos com os movimentos sociais e a questão da Reforma Agrária", diz o documento; "As medidas adotadas por esse governo interino, ilegítimo, em pouco mais de um mês já mostram o retrocesso, a exemplo do fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário", critica
A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Sergipe emitiu nota nesta sexta (1º) em repúdio à exoneração do superintendente do Incra no Estado, André Ferreira Bomfim, realizada pelo governo interino de Michel Temer;  "O Incra Sergipe nunca foi uma indicação política, mas uma indicação a partir de compromissos com os movimentos sociais e a questão da Reforma Agrária", diz o documento; "As medidas adotadas por esse governo interino, ilegítimo, em pouco mais de um mês já mostram o retrocesso, a exemplo do fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário", critica (Foto: Valter Lima)

247 - A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Sergipe emitiu nota nesta sexta-feira (1º) em repúdio à exoneração do superintendente do Incra no Estado, André Ferreira Bomfim, realizada pelo governo interino de Michel Temer;  

"O Incra Sergipe nunca foi uma indicação política, mas uma indicação a partir de compromissos com os movimentos sociais e a questão da Reforma Agrária. Tomamos como surpresa a exoneração do então superintendente do Incra, André Ferreira Bomfim, publicada no Diário Oficial da União (DOU), na madrugada desta sexta-feira, dia 01 de julho. As medidas adotadas por esse governo interino, ilegítimo, em pouco mais de um mês já mostram o retrocesso, a exemplo do fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Não aceitamos o fim desse importante Ministério e as consequentes perdas para as famílias assentadas, acampadas, quilombolas e indígenas", diz o documento.

Abaixo a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO À EXONERAÇÃO
DO SUPERINTENDENTE DO INCRA-SE


Desde o fim da ditadura, com a redemocratização do Brasil, todos os superintendentes do INCRA no Estado que passaram tiveram respeito e entendimento com os movimentos sociais do campo. Vários deles, incluindo o recém-exonerado, André Ferreira Bomfim, foi indicado com apoio de todos os movimentos e servidores, que foi a prática do Governo Lula e do Governo Dilma Rousseff. O INCRA Sergipe nunca foi uma indicação política, mas uma indicação a partir de compromissos com os movimentos sociais e a questão da Reforma Agrária.

Tomamos como surpresa a exoneração do então superintendente do Incra, André Ferreira Bomfim, publicada no Diário Oficial da União (DOU), na madrugada desta sexta-feira, dia 01 de julho.

Em reunião da Coordenação Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizada no dia de hoje, aprovamos uma Nota de Repúdio à exoneração do superintendente do INCRA/SE.

As medidas adotadas por esse governo interino, ilegítimo, em pouco mais de um mês já mostram o retrocesso, a exemplo do fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Não aceitamos o fim desse importante Ministério e as consequentes perdas para as famílias assentadas, acampadas, quilombolas e indígenas.

Nosso Estado sempre lutou para que se evitasse a violência no campo e construísse uma relação de respeito com os poderes públicos, os movimentos sociais e o fortalecimento da reforma agrária. Não temos dúvida nenhuma que esta nomeação representa a volta dos conflitos no campo e a perseguição aos movimentos sociais.

Reiteramos a nossa autonomia e compromisso do movimento de luta pela reforma agrária e solidariedade à luta de todos os movimentos e não aceitaremos nenhum tipo de retrocesso.


01 de julho de 2016

Coordenação Estadual
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

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