Mudança climática. Ela também ameaça a saúde

O aquecimento do planeta vai causar milhões de morte adicionais entre 2030 e 2050, prevê a Organização Mundial da Saúde.

Mudança climática. Ela também ameaça a saúde
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Por Armelle Bohineust – Le Figaro

 

A saúde, um item amplamente esquecido da COP21? A Conferência Mundial do Clima em Paris se encerra hoje, 11 de dezembro, e o tema esteve longe de ser o centro das discussões da cúpula. No entanto, os efeitos da mudança climática sobre a saúde são muitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê 250 mil mortes adicionais por ano, entre 2030 e 2050, um excesso de mortalidade devido principalmente à desnutrição crescente (com a redução das terras agrícolas), malária, diarreias e ao estresse relacionados ao calor.

Poluição, mosquitos, tuberculose

O aquecimento de algumas áreas favorece, em particular, o desenvolvimento de insetos portadores de doenças graves. O mosquito Aedes Egypti que transmite a dengue já se infiltrou na França, ao longo do vale do rio Ródano. Com o aquecimento climático, ele vai se espalhar ao ponto que uma em cada duas pessoas, segundo a OMS, estará exposta a este risco em 2080. Mas a doença está longe de ser desprezível, relembra Robert Sebbag, vice-presidente responsável pelo acesso aos medicamentos nos países em desenvolvimento da Sanofi. Nos adultos, ela causa dores, febres e náuseas muito desagradáveis podendo ser fatal em crianças. A malária, que faz 600 mil vítimas por ano, amplia também seu campo de ação. Ela deveria se instalar em áreas montanhosas até então preservadas do calor, tais como cordilheira dos Andes na América do Sul ou a região do Kilimanjaro na Tanzânia, aponta Robert Sebbag.

Além disso, a degradação do ar leva ao aumento de doenças respiratórias, alerta a OMS, que acusa a poluição atmosférica de causar milhões de mortes por ano. E as migrações relacionadas ao clima têm muitas consequências sanitárias, destaca Robert Sebbag, ao apontar o estresse infligido a estas populações ou a explosão da tuberculose em suas fileiras.

Para além de seu impacto humano, esta deterioração da saúde pública vinculada ao aquecimento tem um custo, relembra a OMS. Os danos diretos para a saúde sem contar as despesas em setores determinantes para a saúde tais como a agricultura, a água e o saneamento, estão avaliados entre 2 e 4 bilhões de dólares por ano até 2030.

 

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