Mulher sem mãos e pernas tem benefício negado pelo INSS por não conseguir assinar

Cleomar Marques entrou com três pedidos no INSS em 2019, mas todas as solicitações foram negadas, sendo que uma delas foi porque não poderia assinar os papéis

(Foto: Reprodução)
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247 - A ex-sinaleira Cleomar Marques teve um pedido de benefício negado por não poder assinar os documentos que autorizariam o o pagamento do auxílio pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Porto Velho, Rondônia.

De acordo com reportagem do G1, ela apresentou três pedidos no INSS em 2019 que foram negados pelo órgão.

"Uma servidora puxou os papéis e perguntou: 'quem vai assinar? Você assina?'. Eu disse que não podia assinar, mas sim a minha filha ou minha mãe. A mulher então olhou e disse: 'ah, então não vale'. Daí ela pegou, rasurou o papel e jogou fora", relatou Cleomar que trabalhava como sinaleira em uma das usinas de Porto Velho e, após uma cirurgia de vesícula, Cleomar entrou em coma, teve infecção generalizada e os membros foram necrosando.

Após a negativa do INSS, Cleomar fez um novo requerimento para tentar um benefício assistencial à pessoa portadora de deficiência. O pedido foi indeferido por ela ter uma renda per capta familiar superior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, uma média de R$ 238,50.

O benefício é uma necessidade para Cleomar, que vive de doações. Ela diz que não pode trabalhar e sua filha fica em casa para ajudá-la na alimentação e banho, por exemplo. Atualmente, mãe e filha dependem de doações para sobreviver.

"Olha, é um constrangimento para mim tudo isso. Eu trabalhava, tinha minha vida e agora sou dependente dos outros. É a minha filha, única que mora comigo, que faz tudo para mim", desabafa.

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