Mulheres ocupam Ministério da Agricultura

Numa ação que faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas de 2015, desde a noite de domingo (8) trabalhadoras rurais sem-terra estão ocupando a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Maceió; são cerca de 500 mulheres que reclamam da produção de cana-de-açúcar e da intensificação da plantação de eucalipto em Alagoas; para elas, o atual modelo de agronegócio ameaça o meio ambiente e a vida da população  

Numa ação que faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas de 2015, desde a noite de domingo (8) trabalhadoras rurais sem-terra estão ocupando a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Maceió; são cerca de 500 mulheres que reclamam da produção de cana-de-açúcar e da intensificação da plantação de eucalipto em Alagoas; para elas, o atual modelo de agronegócio ameaça o meio ambiente e a vida da população
 
Numa ação que faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas de 2015, desde a noite de domingo (8) trabalhadoras rurais sem-terra estão ocupando a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Maceió; são cerca de 500 mulheres que reclamam da produção de cana-de-açúcar e da intensificação da plantação de eucalipto em Alagoas; para elas, o atual modelo de agronegócio ameaça o meio ambiente e a vida da população   (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Trabalhadoras rurais sem-terra estão ocupando, desde a noite desse domingo (8), a sede da Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Maceió. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas de 2015, que denuncia a insatisfação das mulheres do campo com o atual modelo de agronegócio, que segundo elas ameaça o meio ambiente e a vida da população. O grupo, formado por cerca de 500 mulheres, pretende continuar na capital alagoana durante toda semana, cumprindo uma agenda de mobilização que ainda está sendo definida. 

Com o lema “Mulheres em Luta: pela soberania alimentar, contra a violência e o agronegócio”, as camponesas em Alagoas reclamam da produção de cana-de-açúcar e da intensificação da plantação de eucalipto no estado. “O modelo da cana, que tanto aprisionou nosso povo, concentrando terras, riqueza e destruindo o meio ambiente, não nos serve. Também não queremos o eucalipto como alternativa à cana. Além de destruir ainda mais a natureza, não gera emprego nem renda para os trabalhadores e trabalhadoras”, denunciou Débora Marcolino, da direção nacional do MST.

Com faixas, cartazes, palavras de ordem e ferramentas nas mãos, as sem terra fazem a defesa da agricultura camponesa, baseada em uma nova relação com os bens naturais para a produção de alimentos saudáveis e gerando alternativa de renda para quem vive nas áreas rurais. 

As camponesas denunciam ainda a ausência de políticas públicas efetivas para dar condições de vida digna para quem vive no campo: educação, saúde, moradia, lazer e cultura. Ainda segundo Débora Marcolino, as trabalhadoras rurais sofrem diariamente com o descaso dos governos.

"Vivemos com a ausência de uma estrutura adequada para a educação e lazer dos nossos filhos, ausência de um posto de saúde, com as péssimas condições das estradas que dão acesso às nossas áreas, além da limitação de créditos que possam ajudar na renda e na autonomia de nós agricultoras", relatou.

Agrotóxicos 

"As mulheres Sem Terra de todo o Brasil estão em luta na defesa de um novo modelo de agricultura para o nosso país e aqui em nosso estado, terra historicamente marcada pelo latifúndio canavieiro, nossa luta não poderia ser diferente. Sentimos na pele as contradições colocadas pela indústria da cana que explora trabalhadores e trabalhadoras e não leva alimentos para a mesa do nosso povo", afirmou Débora Nunes da coordenação do MST.

Denunciando também o uso de veneno pelo agronegócio, Nunes destaca que as mulheres camponesas são diretamente afetadas com o uso de agrotóxicos e por isso essa é uma bandeira que as Sem Terra devem levantar permanentemente.

Violência contra as mulheres 

Também presente nas palavras de ordem das agricultoras, está o debate sobre a violência, bandeira que também compõe o lema da Jornada de Lutas de 2015. Para Margarida da Silva, da direção estadual do MST em Alagoas, essa é também uma pauta fundamental para a luta das Sem Terra no estado, "vivemos em um estado que está entre os primeiros lugares que tem o maior registro de violência contra as mulheres. Seja no campo ou na cidade nós não poderemos admitir isso", disse.

Com gazetaweb.com e assessoria

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