Mulheres são 44,4% da força de trabalho da RMR

Um boletim especial sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho avaliou que, em 2013, o montante feminino sem emprego representou mais da metade da população desempregada na Região Metropolitana do Recife (RMR); ainda de acordo com os dados, apesar de terem registrado índices melhores em comparação com 2012, as mulheres ainda são minoria em setores como Construção Civil e Indústria, além de receberem salários menores do que os homens; em 2013, as mulheres representaram da metade da população empregada, com 44,4% de participação, enquanto os homens possuíam 55,4% das vagas de emprego da RMR

Um boletim especial sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho avaliou que, em 2013, o montante feminino sem emprego representou mais da metade da população desempregada na Região Metropolitana do Recife (RMR); ainda de acordo com os dados, apesar de terem registrado índices melhores em comparação com 2012, as mulheres ainda são minoria em setores como Construção Civil e Indústria, além de receberem salários menores do que os homens; em 2013, as mulheres representaram da metade da população empregada, com 44,4% de participação, enquanto os homens possuíam 55,4% das vagas de emprego da RMR
Um boletim especial sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho avaliou que, em 2013, o montante feminino sem emprego representou mais da metade da população desempregada na Região Metropolitana do Recife (RMR); ainda de acordo com os dados, apesar de terem registrado índices melhores em comparação com 2012, as mulheres ainda são minoria em setores como Construção Civil e Indústria, além de receberem salários menores do que os homens; em 2013, as mulheres representaram da metade da população empregada, com 44,4% de participação, enquanto os homens possuíam 55,4% das vagas de emprego da RMR (Foto: Paulo Emílio)
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Mariana Almeida; Pernambuco 247 - Um boletim especial sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho avaliou que, em 2013, o montante feminino sem emprego representou mais da metade da população desempregada na Região Metropolitana do Recife. Ainda de acordo com os dados, apesar de terem registrado índices melhores em comparação com 2012, as mulheres ainda são minoria em setores como Construção e Indústrias, além de receberem salários menores do que os homens. O estudo foi realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Fundação Estadual de Análise de dados (Seade), e levou em conta a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Entre 2012 e 2013, apesar de seis mil mulheres terem entrado no mercado de trabalho, a taxa de crescimento ainda foi menor do que a apresentada pela população masculina, que apresentou um crescimento de nove mil homens ocupados. As mulheres representaram, no ano passado, menos da metade da população empregada, com 44,4% de participação, enquanto os homens possuíam 55,4% das vagas de emprego.

Entretanto, em 2013, houve uma maior participação feminina em todos os setores pesquisados. O maior índice, porém, ainda está concentrado no setor de serviços, com 71,1% da população ocupada. Na Indústria de Transformação, a porcentagem de mulheres trabalhando foi de 6,2%; na Construção Civil, elas representaram 1,1% e no Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, 21%. Nos homens, 48,4% estão no setor de Serviços, 22% estão no Comércio, e 15,1% estão na Construção.

O emprego doméstico ainda se configura como o tipo mais expressivo de inserção da mulher no mercado de trabalho, com atenção especial para as negras e as que possuem menor escolaridade. Entretanto, entre 2012 e 2013, esse contingente sofreu um declínio de 6,7% na RMR, passando de 16,8% para 15,5% do total. Já o rendimento médio das mulheres, em 2013, permaneceu estável, com R$ 995, enquanto os homens registraram uma redução de R$ 1.370, em 2012, para R$ 1.362 em 2013.

A jornada média semanal dos homens, de 47 horas, ainda é maior do que a das mulheres, que possuem 41 horas semanais. O rendimento-hora das mulheres, porém, ainda vale 83,8% do rendimento-hora dos homens. Em valores reais, o valor da hora trabalhada pelas mulheres valeu, em 2013, R$ 5,67, enquanto o dos homens passou a valer R$ 6,77.

“Ainda que os indicadores melhorem, o que a gente observa é que o mercado de trabalho reflete as interações sociais. Mesmo que a ocupação cresça, os homens acabam absorvendo mais dessa ocupação do que as mulheres”, afirmou a economista do DIEESE, Milena Prado. “A pesquisa reflete, no geral, uma desigualdade no acesso ao mercado de trabalho entre homens e mulheres”, acrescentou.

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