Munição pesada contra o dólar

Está pensando em investir na moeda americana? Então repense. BC entra com artilharia pesada para baixar as cotações

Twenty dollar banknotes
Twenty dollar banknotes (Foto: Gisele Federicce)
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Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Banco Central (BC) fez na sexta-feira 23 mais empréstimos das reservas internacionais as instituições financeiras. O leilão de venda direta de dólares das reservas foi feito com compromisso de recompra futura pelo BC.

A oferta foi de até US$ 1 bilhão, mas o valor emprestado só será divulgado pelo BC nos próximos dias. A taxa de câmbio usada para a venda de dólares pelo BC ficou em R$ 2,3992. A operação de venda será liquida na terça-feira (27). A liquidação da operação de compra ocorre no dia 2 de janeiro de 2014. A taxa de corte ficou em R$ 2,4651.

O BC tem feito essas operações e os leilões de swap cambial tradicional, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, para tentar suavizar a alta do dólar. Uma vez que se houver mais dólares no mercado, a tendência é a cotação baixar. No dia, a moeda americana fechou o dia cotada a R$ 2,4320, com queda de 0,78%.

O objetivo dos leilões que começaram nesta sexta-feira é promover hedge (proteção a risco) cambial aos agentes econômicos e liquidez (dólares disponíveis). O BC informou ontem ao mercado que fará leilões de swap de segunda a quinta-feira, com oferta de US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, será oferecido ao mercado o crédito de até US$ 1 bilhão, por meio dos leilões de venda com compromisso de recompra.

Segundo o BC, esse programa se estenderá, pelo menos, até 31 de dezembro de 2013, e pode totalizar US$ 60 bilhões. O BC informou ainda que poderá realizar operações adicionais, se julgar apropriado.


Dólar caro não contém turistas
Mesmo com alta da moeda, gastos de brasileiros no exterior aumentam

Mesmo com a alta do dólar, os gastos de brasileiros no exterior foram recorde para o mês de julho, desde 2011. As despesas totalizaram US$ 2,214 bilhões, contra US$ 2,010 bilhões em julho de 2012 e US$ 2,235 bilhões no mesmo mês de 2011.

De janeiro a junho, essas despesas chegaram a US$ 14,542 bilhões, contra US$ 12,712 bilhões nos sete primeiros meses de 2012.

Já as receitas de estrangeiros no país ficaram em US$ 539 milhões, em julho, contra US$ 546 milhões no mesmo mês de 2012. De janeiro a julho, essas receitas chegaram a US$ 4,019 bilhões contra US$ 4,017 bilhões nos sete meses do ano passado.

Com esses resultados, o déficit na conta de viagens internacionais (despesas de brasileiros no exterior menos receitas de estrangeiros no Brasil) ficou em US$ 1,674 bilhão em julho e em US$ 10,523 bilhões nos sete meses do ano, contra US$ 8,695 bilhões no mesmo período de 2012.

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