Municipários acusam Marchezan de ‘mentir na mídia’ para aumentar crise

Um grupo de servidores municipais de Porto Alegre chegou ao Paço Municipal fizeram ato do primeiro dia de paralisações gerais do funcionalismo local contra a gestão do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB); segundo eles, Marchezan “maquia os números” para aumentar a crise nas finanças municipais e justificar na imprensa cortes e as ameaças de parcelamento de salários dos servidores; diretora-geral do Sindicato dos Municipários (Simpa), Luciane Pereira afirma que “ele culpabiliza o servidor e o serviço público de um déficit da Prefeitura. Continuam as ameaças de parcelamento do salário, o desmantelamento da assistência social, na educação há ainda uma grande dificuldade de construir um diálogo que possa construir uma proposta que dê conta da qualidade do ensino”

Um grupo de servidores municipais de Porto Alegre chegou ao Paço Municipal fizeram ato do primeiro dia de paralisações gerais do funcionalismo local contra a gestão do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB); segundo eles, Marchezan “maquia os números” para aumentar a crise nas finanças municipais e justificar na imprensa cortes e as ameaças de parcelamento de salários dos servidores; diretora-geral do Sindicato dos Municipários (Simpa), Luciane Pereira afirma que “ele culpabiliza o servidor e o serviço público de um déficit da Prefeitura. Continuam as ameaças de parcelamento do salário, o desmantelamento da assistência social, na educação há ainda uma grande dificuldade de construir um diálogo que possa construir uma proposta que dê conta da qualidade do ensino”
Um grupo de servidores municipais de Porto Alegre chegou ao Paço Municipal fizeram ato do primeiro dia de paralisações gerais do funcionalismo local contra a gestão do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB); segundo eles, Marchezan “maquia os números” para aumentar a crise nas finanças municipais e justificar na imprensa cortes e as ameaças de parcelamento de salários dos servidores; diretora-geral do Sindicato dos Municipários (Simpa), Luciane Pereira afirma que “ele culpabiliza o servidor e o serviço público de um déficit da Prefeitura. Continuam as ameaças de parcelamento do salário, o desmantelamento da assistência social, na educação há ainda uma grande dificuldade de construir um diálogo que possa construir uma proposta que dê conta da qualidade do ensino” (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - “Somos municipários… e o Marchezan… vai ter que respeitar”. Com esse canto, um grupo de servidores municipais de Porto Alegre chegou ao Paço Municipal na manhã desta quarta-feira, onde já se encontravam dezenas de outros colegas, e iniciaram, por volta das 9h45, o ato do primeiro dia de paralisações gerais do funcionalismo local contra a gestão do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB). A revolta dos municipários com o governo, que apenas recentemente completou 100 dias, ocorre porque, segundo eles, Marchezan “maquia os números” para aumentar a crise nas finanças municipais e, com isso, justificar na imprensa cortes e as ameaças de parcelamento de salários dos servidores.

Segundo a diretora-geral do Sindicato dos Municipários (Simpa), Luciane Pereira, em assembleia realizada na último dia 11 com a participação de 2,5 mil servidores, a categoria avaliou que os ataques aos serviços públicos e a maquiagem de dados pelo prefeito têm se intensificado. “Ele culpabiliza o servidor e o serviço público de um déficit da Prefeitura. Continuam as ameaças de parcelamento do salário, o desmantelamento da assistência social, na educação há ainda uma grande dificuldade de construir um diálogo que possa construir uma proposta que dê conta da qualidade do ensino. Nesse sentido, os municipários acharam importante marcar o dia de hoje como um dia de protesto e paralisação para ver se o governo recua nessa política de ataques ao serviço público”, diz.

Luciane diz que a categoria tem tentando dialogar com o prefeito para que ele chame aprovados em concursos para áreas que estão com falta de servidores, o que seria o caso especialmente da assistência social. “Temos um sucateamento feroz na Fasc. A gente vem vários setores fechados sem condições de dar conta do atendimento à população e as respostas têm sido reticentes por parte do prefeito. Têm sido diálogos bem difíceis. E na imprensa ele ainda lança pérolas, como dizer que os professores não pagam passagem de ônibus, como se tivessem vantagens. Tenta colocar uma cortina de fumaça para colocar a população contra os servidores públicos”, afirma.

E foi justamente com os professores municipais que Marchezan comprou a sua primeira briga, ainda em fevereiro, ao anunciar uma nova organização das rotinas escolares que desagradou a categoria, especialmente porque, segundo os municipários, não foi dialogada. Segundo a Diretora da Atempa, Fabiane Paiva, a grande maioria das escolas ainda permanece com a rotina anterior, acordada em 2016, e apenas quatro escolas aderiram às propostas da Prefeitura. “Mas, na verdade, não chegam a cumprir com o programa estabelecido pela Secretaria da Educação. Foram feitas arrumações nessas escolas que não cumprem de todo o programa defendido pela Smed. O que sabemos dessas escolas é que efetivamente o tempo de aula desses alunos diminuiu e existe uma grande quantidade de falta de recursos humanos”, diz, acrescentando que um relatório elaborado pela Atempa a partir da visita a essas quatro escolas ainda aponta diminuição no atendimento da merenda escolar com a adoção da nova rotina.

Segundo ela, estão sendo mantidos diálogos com o secretário Adriano de Brito para avançar na questão e que, durante o mês de abril, percebeu-se que o “tensionamento” entre a categoria e a secretaria diminuiu um pouco, mas que ainda é preciso avançar na questão da gestão democrática para permitir que a rede e a comunidade escolar tenham maior participação na definição das rotinas escolares. “Ao mesmo tempo que o secretário diz que há possibilidade de chegarmos a um acordo, o prefeito nos aperta com as declarações que faz na imprensa”, diz.

Nesta quarta, porém, outras categorias somaram-se aos professores. Médicos e profissionais da saúde realizaram um ato diante do Hospital de Pronto-Socorro, de onde partiram em caminhada para encontrar os demais manifestantes diante da Prefeitura.

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