Municipários exigem avanços em negociação salarial

Os servidores municipais de Porto Alegre anunciaram que permanecerão ocupando o plenário da Câmara de Vereadores para pressionar a Prefeitura de Porto Alegre a melhorar a proposta de pagamento da reposição da inflação; em greve desde a semana passada, os municipários não aceitam a proposta atual do município, que é de pagar o reajuste em quatro parcelas, com a última agendada para janeiro de 2017; a categoria quer um reajuste salarial de 9,28%, equivalente à inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA, e até admitem um parcelamento, desde que todo o reajuste seja pago este ano e a parcela maior seja efetuada retroativa a maio, data-base da categoria

Os servidores municipais de Porto Alegre anunciaram que permanecerão ocupando o plenário da Câmara de Vereadores para pressionar a Prefeitura de Porto Alegre a melhorar a proposta de pagamento da reposição da inflação; em greve desde a semana passada, os municipários não aceitam a proposta atual do município, que é de pagar o reajuste em quatro parcelas, com a última agendada para janeiro de 2017; a categoria quer um reajuste salarial de 9,28%, equivalente à inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA, e até admitem um parcelamento, desde que todo o reajuste seja pago este ano e a parcela maior seja efetuada retroativa a maio, data-base da categoria
Os servidores municipais de Porto Alegre anunciaram que permanecerão ocupando o plenário da Câmara de Vereadores para pressionar a Prefeitura de Porto Alegre a melhorar a proposta de pagamento da reposição da inflação; em greve desde a semana passada, os municipários não aceitam a proposta atual do município, que é de pagar o reajuste em quatro parcelas, com a última agendada para janeiro de 2017; a categoria quer um reajuste salarial de 9,28%, equivalente à inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA, e até admitem um parcelamento, desde que todo o reajuste seja pago este ano e a parcela maior seja efetuada retroativa a maio, data-base da categoria (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Os servidores municipais de Porto Alegre anunciaram na manhã desta quarta-feira (22) que a categoria permanecerá ocupando o plenário da Câmara de Vereadores para pressionar a Prefeitura de Porto Alegre a melhorar a proposta de pagamento da reposição da inflação. Em greve desde a semana passada, os municipários não aceitam a proposta atual do município, que é de pagar o reajuste em quatro parcelas, com a última agendada para janeiro de 2017.

Os municipários ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores na tarde de ontem após a conclusão, sem avanços, de mais uma rodada de negociação salarial com o vice-prefeito Sebastião Melo. Nesta manhã, dezenas de servidores ocupavam as dependências do plenário. Barracas usadas na noite anterior ainda eram visíveis, enquanto um contingente expressivo se reunia em torno de uma banda que puxava palavras de ordem contra prefeito e vice.

Os municipários querem um reajuste salarial de 9,28%, equivalente à inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA, e até admitem um parcelamento, desde que todo o reajuste seja pago este ano e a parcela maior seja efetuada retroativa a maio, data-base da categoria. Além disso, pedem que o valor do vale-alimentação passe de R$ 20,22 para R$ 25,00.

“A nossa expectativa é de que hoje realmente a negociação avance. A nossa categoria está reivindicando apenas a reposição da inflação. Aquilo que já foi retirado da gente. Não é nenhuma proposta abusiva”, diz Carmem Padilha, diretora de Comunicação do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). “Por outro lado, aqueles que mais ganham têm sido beneficiados com gratificações generosas. Hoje, na Prefeitura de Porto Alegre, tem gratificações acima de R$ 8 mil. Tem inúmeros servidores ganhando mais que o prefeito, que é o teto. E, quando chega a hora do conjunto de servidores, é inflação parcelada até o ano que vem. Parcelamento sem retroatividade significa a gente perder um salário ao ano. Significa que o 13º dos trabalhadores da Prefeitura vai ser pago pelos próprios trabalhadores. E é isso que nós não estamos aceitando”.

A proposta atual da Prefeitura, mantida nos últimos encontros, é pagar o reajuste de 9,28% em quatro parcelas, com a primeira referente a maio (1%) e as seguintes a serem pagas em outubro (2%), dezembro (2,60%) e janeiro do ano que vem (3,39%).

Carmem diz que categoria apresentou uma contraposta, pedindo uma parcela maior em maio, que todo o reajuste seja integralizado neste ano, antes da troca de prefeito, e que as parcelas futuras sejam retroativas a maio deste ano, para evitar perda salarial.

A posição da Prefeitura é que o governo não tem condições de oferecer uma proposta melhor sob o risco de o Executivo ter de parcelar os salários, como vem ocorrendo no Rio Grande do Sul e em outros Estados. De acordo com a Secretaria de Planejamento Estratégico e Orçamento, a arrecadação no primeiro quadrimestre de 2016 registrou queda de R$ 95 milhões na comparação com o mesmo período de 2015.

Uma nova reunião entre as partes está marcada para ocorrer às 14h, na sede da Guarda Municipal. Carmem diz que, caso a Prefeitura melhore a proposta, os municipários podem deixar ainda nesta tarde a Câmara e marcar uma assembleia da categoria para a manhã de quinta-feira afim de discutir o prosseguimento da greve.

Segundo a diretora do Simpa, dos cerca de 18 mil servidores municipais da ativa, 70% teriam aderido à mobilização. Porém, Carmem diz que os municipários estão mantendo o percentual exigido por lei para a prestação de serviços essenciais para que a população não seja prejudicada. Ela ainda afirma, entre piquetes e passeatas, os trabalhadores também tem feito ações em prol da população como doação de sangue para o hemocentro. “A nossa preocupação [com a população] é grande sim, porque quem está lá na ponta, no posto de saúde, na escola, na assistência, na limpeza urbana, somos nós, não é o prefeito, não é o vice-prefeito, não os cargos de confiança”, afirma.

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