Municípios atrasam pagamentos de professores

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) divulgou uma relação de oito prefeituras que não pagaram ou que fracionaram o repasse do 13º salário aos servidores municipais; gestores municipais culpam a crise econômica; falta de pagamento de salários pode gerar para as prefeituras inadimplentes o bloqueio de recursos como o Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios, por meio de ação civil pública

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) divulgou uma relação de oito prefeituras que não pagaram ou que fracionaram o repasse do 13º salário aos servidores municipais; gestores municipais culpam a crise econômica; falta de pagamento de salários pode gerar para as prefeituras inadimplentes o bloqueio de recursos como o Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios, por meio de ação civil pública
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) divulgou uma relação de oito prefeituras que não pagaram ou que fracionaram o repasse do 13º salário aos servidores municipais; gestores municipais culpam a crise econômica; falta de pagamento de salários pode gerar para as prefeituras inadimplentes o bloqueio de recursos como o Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios, por meio de ação civil pública (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) divulgou, nessa terça-feira (5), uma relação de prefeituras que não pagaram ou que fracionaram o repasse do 13º salário aos servidores municipais. De acordo com a lista, oito prefeituras - de quatro regiões administrativas - descumpriram integralmente ou parcialmente o que determina a lei. Não concluíram o pagamento os municípios de Campo Grande, Traipu, Monteirópolis, Minador do Negrão, Maribondo, Tanque D'Arca, Belem e Barra de Santo Antônio. O atraso no repasse, segundo o Sinteal,  atinge tanto os trabalhadores do magistério, quanto os demais profissionais de escolas, como servidores da área administrativa.

Conforme o sindicado, os gestores municipais argumentam que a crise econômica tem provocado os atrasos. No entanto, em nota, os representantes da categoria afirmam que o pagamento é feito com recursos do Fundo de Educação Básica (Fundeb) e que os repasses foram realizados pelo governo federal no final do ano passado.

"O Sinteal alerta que esta 'desculpa' não cola, porque o governo federal cumpriu integralmente com a previsão orçamentária para com os municípios brasileiros, em se tratando de recursos do Fundeb. As prefeituras receberam recursos, sim, para saldar todos os seus compromissos com os trabalhadores da educação", argumentou em nota o sindicato.

A falta de pagamento de salários pode gerar para as prefeituras inadimplentes o bloqueio de recursos como o Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios, por meio de ação civil pública. O Sinteal afirma que acionará o departamento jurídico para as providências legais que se fizerem necessárias contra as prefeituras inadimplentes.

A reportagem tenta contato com as prefeituras citadas pelo Sinteal.

Confira a situação de cada prefeitura, segundo o Sinteal:

Campo Grande

Pagou 1/3 do 13º ao magistério e funcionários de escola;

Traipu

Não pagou o 13º aos funcionários de escola;

Monteiropólis

Não pagou o 13º ao magistério e aos funcionários de escola;

Minador do Negrão

Não pagou o 13º ao magistério e aos funcionários de escola;

Maribondo

Não pagou o 13º ao magistério e aos funcionários de escola;

Tanque D'arca

Não pagou o 13º ao magistério;

Belém

Pagou 1/3 do 13º ao magistério e não pagou o 13º dos funcionários de escola;

Barra de Santo Antônio

Não pagou o 13º ao magistério e aos funcionários de escola.

Com gazetaweb.com

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